Cancro: tratamento com ultrassons direcionados reduz dor

Estudo publicado na “Journal of the National Cancer Institute”

08 maio 2014
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Um ensaio clinico em fase III mostrou que a ressonância magnética pode ajudar a direcionar o tratamento com ultrassons utilizado nos casos de cancro que se disseminam para os ossos. O estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute” dá conta que a utilização desta técnica alivia as dores dos pacientes.
 

Apesar da radioterapia ser habitualmente utilizada no tratamento das dores ósseas associadas ao cancro e ser eficaz para a maioria dos pacientes, nem todos sentem alívio das dores e ao longo do tempo podem ter também recorrência destas. Adicionalmente, embora em alguns casos os pacientes sejam submetidos à radiação máxima não há um controlo completo da dor. Assim, nestes casos onde a radioterapia não é uma opção, são necessários tratamentos alternativos.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Thomas Jefferson, nos EUA, contaram com a participação de 147 indivíduos, os quais foram divididos em dois grupos: um foi submetido a ultrassons focalizados e guiados por ressonância magnética e outro que funcionou como grupo de controlo. Os pacientes do primeiro grupo receberam ultrassons focalizados que atingiram os tumores ósseos com grande precisão aquecendo-os até aos 65-85°C, resultando na sua destruição.
 

Ao longo de cada tratamento, os pacientes foram monitorizados através de ressonâncias magnéticas em tempo real, de forma assegurar que apenas o tecido alvo, e não os tecidos e órgãos circundantes, estava a ser atingido com sucesso. O grupo de controlo foi sujeito ao mesmo tratamento, mas com o dispositivo do ultrassom desligado.
 

O estudo apurou que os pacientes responderam bem ao tratamento. Sessenta e quatro dos pacientes não sentiram dores ou tiveram uma redução significativa das dores após três meses. A maioria dos pacientes teve ainda alívio das dores e uma melhoria da função motora em vários dias do tratamento.
 

"Para muitos dos pacientes, a dor tem um grande impacto na sua vida quotidiana. Esta abordagem proporciona uma nova forma de ajudar a aliviar a dor através de um procedimento não-invasivo de ambulatório”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Mark Hurwitz.
 

“Este estudo fornece aos doentes oncológicos mais opções para tratar a dor associada ao cancro e uma oportunidade de diminuir a utilização de opióides, os quais têm efeitos adversos consideráveis, “, referiu um investigador que não esteve envolvido no estudo, Adam Dicker.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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