Cancro: terapia inovadora está a mostrar-se eficaz

Molécula patenteada pela Universidade de Coimbra

27 julho 2015
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Uma molécula, patenteada pela Universidade de Coimbra (UC) está a revelar a eficácia desejada no tratamento de vários tipos de cancro.
 

“Vários estudos e experiências realizadas em ratinhos, entre 2011 e 2014, provaram a eficácia da molécula Redaporfin”, descoberta na UC, para o tratamento de diversos tipos de cancro, “através de terapia fotodinâmica” (tratamento inovador que “permite eliminar células cancerígenas de forma precisa”), afirma a UC numa nota ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

De acordo com os ensaios realizados, “86% dos ratinhos com tumores diversos que foram tratados com esta tecnologia, seguindo exigentes protocolos de segurança, ficaram curados”. Não foram observados efeitos secundários, como acontece com os tratamentos convencionais, como a quimioterapia.
 

O estudo, publicado no “European Journal of Cancer”, demonstrou igualmente uma “taxa de reincidência da doença muitíssimo baixa”, revelando a eficácia do fármaco.
 

Os testes efetuados “previram com rigor quando é que a resposta ao tratamento iria surgir, com que doses e em que circunstâncias seriam obtidos os efeitos terapêuticos no doente”, refere o diretor da química medicinal deste projeto, Luís Arnaut.
 

As previsões estão a ser “confirmadas nos ensaios clínicos em curso”, acrescenta o investigador.
 

Esta confirmação é “excecional” porque, “na grande maioria dos estudos, muito do conhecimento adquirido nos testes em animais não é confirmado nos humanos”, mas, “neste caso, foi possível chegar à dose adequada para obter resultado terapêutico nos doentes sem efeitos adversos, como previsto”, explica Luís Arnaut.
 

Estão a decorrer ensaios com doentes oncológicos em hospitais portugueses até ao final deste ano e os resultados já conhecidos e validados cientificamente “fundamentam a expectativa” de que a terapia fotodinâmica com a molécula Redaporfin se revele “mais eficaz que as terapêuticas convencionais”, admite Luís Arnaut.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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