Cancro poderá no futuro ser tratado como uma doença crónica

Defende o Prémio Nobel da Química

10 dezembro 2015
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O cancro poderá um dia ser tratado como uma doença crónica, defende Tomas Lindahl, um dos três investigadores distinguidos com o Nobel da Química pelos estudos dos mecanismos que permitem a reparação de ADN.
 
Segundo a notícia avançada pelo Jornal de Notícias, os investigadores foram capazes de mapear a nível molecular a forma como reparar as células danificadas, permitindo também salvaguardar a informação genética.
 
"O trabalho desenvolvido forneceu conhecimento fundamental sobre como funciona uma célula viva e pode ser usada, por exemplo, no desenvolvimento de novas terapias contra o cancro", justificou o Comité Nobel, num comunicado divulgado a 07 de outubro.
 
O especialista na área do cancro refere que mais do que falar da cura do cancro, prefere olhar para o problema como se se tratasse da diabetes. "Não se pretende curar a diabetes. Bem, pode tentar-se, apesar de ser muito difícil, mas pode viver-se com a doença, com uma boa medicação pode levar-se uma vida normal, sem estar o tempo todo assustado”, explicou Tomas Lindahl.
 
A ideia "é conseguir o mesmo" com o cancro, "que se possa viver como ele, mas sem pensar nisso, e com uma medicação diária, conseguir ter uma vida normal", acrescentou.
 
Contudo, Tomas Lindahl não se atreve em estabelecer um prazo para atingir esse objetivo, uma vez que existem diferentes tipos de cancro.
 
"Há alguns que podemos curar ou regredir, mas há outros, como o cancro do pâncreas, que ainda não entendemos e que ainda é uma doença muito perigosa".
 
Os investigadores esperam um dia entender por que motivo alguns tipos de cancro não respondem bem aos tratamentos. Se conseguirem responder a esta questão poderão encontrar novos medicamentos e melhores tratamentos para os doentes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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