Cancro pediátrico: possível mecanismo identificado

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

25 julho 2013
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Investigadores americanos descobriram um dos mecanismos responsáveis pelo desenvolvimento precoce de alguns tumores sólidos pediátricos, bem como alvos de futuras terapias, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

A maioria das vezes demora algumas décadas para que a acumulação de erros genéticos se traduza em cancro. Apesar de estes eventos explicarem a ocorrência de cancros nos adultos, não justifica o aparecimento dos cancros pediátricos.
 

Nas células saudáveis existe um ponto de controlo para que esta repare o ADN danificado antes da sua replicação. Muitos especialistas acreditam que os cancros se desenvolvem quando este tipo de controlo não ocorre ou é inibido, conseguindo as células mutadas sobreviverem e rapidamente se reproduzirem. Um grande número de células danificadas pode conduzir ao aparecimento de tumores sólidos nas crianças, como o rabdomiossarcoma, neuroblastoma e osteosarcoma.
 

Estudos anteriores, levado pela mesma equipa de investigadores do Centro de investigação do hospital pediátricos de Nationwide, nos EUA, apurou que uma das proteínas envolvidas nos pontos de controlo, a ATM, encontrava-se em níveis baixos nos tumores pediátricos sólidos. Contudo, não sabiam por que motivo isto ocorria.
 

Este estudo agora realizado revelou que havia vários problemas envolvidos no desenvolvimento deste tipo de tumores. Foi descoberta uma via, a mTOR, que está envolvida na supressão da proteína ATM, dificultando desta forma a realização dos pontos de controlo. Por outro lado, os níveis baixos de ATM permitem que através da via mTOR se reduza ainda mais a atividade da proteína. Como consequência deste tipo de eventos em círculo vicioso, os pontos de controlo não conseguem eficazmente impedir a proliferação das células mutadas.
 

Através de todas estas ligações observadas, os investigadores identificaram assim uma possível explicação para o desenvolvimento dos tumores pediátricos
 

“Estes resultados ajudam-nos a compreender não apenas a génese precoce de alguns tumores pediátricos, mas também por que motivo muitos dos tumores sólidos são altamente sensíveis aos fármacos e à radiação que danifica o ADN. Por outro lado, os resultados também ajudam a explicar por que, em crianças que não são curadas através destes tratamentos, há um aumento de resistência à terapia. Potencialmente, a taxa de mutações que conduz à resistência a fármacos ou radiação pode ser retardada tendo por alvo a via mTOR”, explicaram os investigadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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