Cancro oral aumenta entre jovens do Porto

Estudo promovido Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário

28 maio 2012
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As alterações de hábitos sexuais e consumo excessivo de álcool e tabaco são o motivo para o aumento do cancro oral nos jovens do Porto, dá conta um estudo promovido pelas Jornadas de Medicina Dentária da Cooperativa de Ensino Superior, Politécnico e Universitário (CESPU) e um técnico da Organização Mundial de Saúde.

 

O rastreio, realizado em 2011, contou com a participação de 1.500 indivíduos e dá conta que esta doença afeta os dois sexos, mas tem registado maior crescimento, desde a década de 90, do século passado, entre as mulheres até aos 30 anos de idade.

 

O médico-dentista e docente de medicina oral, Luís Monteiro admite que o aumento do consumo de bebidas e tabaco nas mulheres mais jovens explicará, em parte, o aumento do número de casos diagnosticados. Outro fator que poderá estar associado à patologia tem a ver com os hábitos sexuais dos jovens, sobretudo o facto de o sexo oral ser um fator de contágio do vírus do papiloma humano (HPV), que provoca o cancro oral.

 

Para além do Porto, também foram realizados rastreios em Valongo, incluindo em bairros sociais e em pessoas que iam a consultas do hospital daquela cidade. O coordenador estudo revelou à agência Lusa que até há alguns anos, a doença afetava sobretudo homens com mais de 45 anos e que cerca de 70e dos casos eram provocados pelo tabaco e pelo consumo de álcool. Contudo, estudos recentes, incluindo este realizado no Porto, confirmam que atualmente os jovens também constituem um grupo de risco, sobretudo se beberem, fumarem e tiverem hábitos ligados ao sexo oral.

 

Além dos casos diagnosticados entre os mais novos, o estudo apurou, sobretudo nos bairros sociais, situações em pessoas que nunca tinham ido a um médico. Essa situação, observou o docente, explica a razão de tantos casos chegarem aos hospitais num estado de evolução da doença demasiado avançado.

 

Tendo em conta os dados apurados nos diferentes estudos, Luís Monteiro sublinha a importância do diagnóstico precoce para permitir um tratamento mais eficaz da doença, com uma taxa de sobrevivência de 80% ao fim de cinco anos.

 

A propósito do rastreio realizado na região do Porto, referiu que todos os casos de cancro diagnosticados estavam ainda numa fase inicial, o que permitiu o respetivo tratamento.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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