Cancro : nem tudo é mau na radiação solar
03 abril 2002
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A exposição à radiação solar, conhecida por catalisar o cancro da pele, poderá ter um lado positivo, reduzindo o risco de cancro da mama ou do cólon.
 

 

A descoberta é de cientistas norte-americanos cuja investigação merece publicação da edição de hoje de uma revista especializada britânica.
 

 

A equipa de Michael Freedman, do Instituto norte-americano do Cancro, em Bethesda (Maryland), recorreu aos certificados de óbito emitidos entre 1984 e 1995 em 24 estados do país representativos de todas as regiões dos Estados Unidos, para estudar o número de mortes em consequência de cinco tipos de cancro (mama, ovários, cólon, próstata e cancro da pele).
 

 

Como seria de esperar, o número mais elevado de mortes por cancro da pele (melanoma e outros), foi encontrado nas zonas mais expostas ao Sol (Califórnia, Carolina do Sul, Florida, Hawai, Texas), relata o Medicina Ocupacional e Ambiental (Occupational and Environnemental Medicine).
 

 

Em contrapartida, foi também nessas zonas que verificaram uma quebra nas taxas de mortes por cancro da mama e do cólon. A única excepção detectada registou-se no risco de cancro da próstata nos homens negros, mais alta nas regiões mais ensolaradas.
 

 

Trabalhar ao ar livre
 

 

O facto de trabalhar ao ar livre num ambiente bastante exposto ao Sol está também associado a uma mortalidade mais baixa por cancro da mama e do cólon, segundo o estudo.
 

 

O estudo permitiu verificar que a relação entre estas taxas inferiores de mortalidade por cancros é tanto mais forte quanto mais ensolarada é a zona geográfica, e que tal acontece independentemente do esforço físico que implica um trabalho ao ar livre.
 

 

Experiências laboratoriais revelaram que a vitamina D atrasa a velocidade de multiplicação das células cancerosas, nomeadamente as células da mama e do intestino, podendo ser esta a explicação possível para esta acção protectora dos raios solares, admitem os cientistas empenhados neste estudo.
 

 

O Sol estimula a síntese da vitamina D pelo organismo.
 

 

Investigações suplementares deverão ser efectuadas sobre os efeitos potencialmente protectores do Sol diferenciando a dimensão das exposições verificadas em lazer ou trabalho, recomendam os autores do estudo.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

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