Cancro: moléculas bacterianas impedem a sua disseminação

Estudo publicado na revista “PLoS ONE”

29 setembro 2014
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Investigadores americanos descobriram que uma molécula utilizada pelo sistema de comunicação das bactérias pode ser manipulada para impedir que as células cancerígenas se disseminem. De acordo com o estudo publicado na revista “PLoS ONE”, este sistema pode ser utilizado para informar as células cancerígenas acerca de como agirem ou ainda morrerem.  
 

O líder do estudo, Senthil Kumar, explicou que durante uma infeção, as bactérias libertam moléculas que lhes permitem comunicar entre si. Dependendo do tipo de molécula secretada, o sinal poderá informar as outras bactérias para se multiplicarem, para escaparem ao sistema imunológico ou ainda para de se disseminarem. “Verificámos que se introduzíssemos nas células cancerígenas a molécula que sinaliza a interrupção da disseminação estas não se disseminavam ”, acrescentou o investigador.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Missouri, nos EUA, trataram células cancerígenas pancreáticas humanas com moléculas de comunicação bacterianas conhecidas como ODDHSL. Após o tratamento, verificou-se que as células cancerígenas pancreáticas pararam de se multiplicar, não migraram e começaram a morrer.
 

Os investigadores explicaram que utilizaram células cancerígenas pancreáticas, pois estas são mais robustas, agressivas e difíceis de matar. “O facto de esta molécula não só impedir as células cancerígenas de se disseminaram, como causar a sua morte, é muito emocionante. Uma vez que este tratamento mostrou resultados promissores para cancros agressivos, como é caso do cancro do pâncreas, acreditamos que este possa ser utilizado noutro tipo de células cancerígenas. Na verdade, já estamos a testar este tratamento noutros tipos de cancros”, referiu o investigador.
 

Senthil Kumar referiu que agora o maior desafio está em encontrar uma forma de introduzir estas moléculas no organismo de uma forma eficaz. Atualmente apenas somos capaz de tratar as células cancerígenas em cultura. Estamos a trabalhar num método que nos permitirá tratar os animais com cancro de forma a testar a eficácia do tratamento”, conclui, Senthil Kumar.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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