Cancro infantil: crise económica agrava dificuldades das famílias

Declarações da Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro

16 fevereiro 2012
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A crise económica tem agravado as dificuldades das famílias de crianças com cancro que, devido a esta ser uma doença prolongada, ficam em risco de perder o emprego e têm cada vez mais de pedir ajuda, revela a diretora geral da Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro (Acreditar).

 

Apesar de o diagnóstico ser realizado com maior rapidez, nomeadamente no caso das crianças, o que conduz a  um tratamento cada vez mais precoce e respetivo sucesso, “do ponto de vista social as coisas estão cada vez mais complicadas”, revelou Margarida Cruz à agência Lusa.

 

“Estas famílias [de crianças com cancro] estão a ter cada vez mais dificuldades económicas” e a sofrer as consequências de acompanhar “uma doença grave que se prolonga no tempo”.

 

Por um lado, especificou, “muita gente perde o trabalho”, principalmente pessoas com trabalhos precários que ficam sem o emprego porque precisam de acompanhar um filho durante dois ou três anos.

 

A este propósito, a dirigente associativa lamentou que a legislação que poderia facilitar a vida destas famílias (Lei 71/2009, que criou um regime especial de proteção de crianças e jovens com doença oncológica) não tenha sido ainda regulamentada.

 

Um dos aspetos que esta legislação poderia melhorar refere-se à possibilidade dos familiares acompanharem as crianças, mesmo após o seu internamento.

 

“Muitas vezes os pais têm de solicitar uma baixa para si, pois não têm mais dias de assistência à família para gozarem, que no caso dos funcionários públicos são 30 dias”, adiantou.

 

Numa doença como esta, especificou, esse tempo ”é manifestamente insuficiente”, acrescentou.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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