Cancro: impacto da doença na criança, família e profissionais

Seminário de Oncologia Pediátrica

04 novembro 2014
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O impacto do diagnóstico de um cancro numa criança e a forma como a família e os profissionais de saúde lidam com esta notícia são alguns dos temas do primeiro Seminário de Oncologia Pediátrica, que decorreu durante o fim-de-semana passado em Lisboa.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o seminário abordou temas como o funcionamento dos centros oncológicos em Portugal, os ensaios clínicos, os tratamentos e suas várias perspetivas, assim como o depoimento de uma criança e de uma mãe.
 

De acordo com a diretora do serviço de pediatria do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa, Filomena Pereira, “a oncologia pediátrica é um assunto médico, dos pediatras, da oncologia, dos doentes, mas é um assunto da sociedade civil, também”.
 

“É uma área que precisa imenso do suporte da sociedade civil, não para o básico, para ter o que precisamos de ter, mas para termos suporte que nos permita avançar, em conjunto com a sociedade científica internacional, para formas de investigação e terapêutica, que não se compadecem com a falta de recursos, nomeadamente económicos e humanos”, disse Filomena Pereira à agência Lusa.
 

Segundo a diretora geral da Fundação Rui Osório de Castro, que organiza este seminário, o encontro pretendeu abordar “todos os temas que são importantes para quem lida diretamente e diariamente com estes problemas: os profissionais de saúde, os familiares e as próprias crianças”.
 

A Fundação tem como objetivo “passar tudo aquilo com que as famílias lidam, seja do ponto de vista mais científico e mais clínico – da parte dos médicos, quais as terapêuticas que existem, quais os tratamentos alternativos – seja o testemunho de pais e crianças que já passaram por isto”, disse Mariana Oliveira.
 

“Convidámos uma mãe e uma sobrevivente, uma rapariga que já passou por isso, e também os profissionais de saúde nas várias dimensões que são importantes explorar: nível psicológico, emocional, lúdico”, adiantou.
 

Os profissionais que tratam crianças com cancro gostavam de ter, mas não têm, uma fórmula mágica para dar a notícia desta doença aos pais, disse à agência Lusa Filomena Pereira.
 

“Quem me dera que houvesse uma receita mágica. Há um conceito que é absoluto: ninguém pode nunca dizer 'eu sei o que está a sentir'”.[…] Todo este tipo de experiência, assim como as experiencias dolorosas, são absolutamente individuais. A única coisa que podemos transmitir é que estamos habituados, ao longo de muitos anos, a lidar com a situação e identificamos algumas maneiras a ajudar a lidar com elas. Algumas estratégias”, afirmou.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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