Cancro hereditário: médicos de família estão mal informados

Alerta de uma associação de apoio

24 maio 2013
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Alguns médicos de família não têm o devido conhecimento sobre como dar resposta ao cancro hereditário, nomeadamente informação sobre testes preditivos e sobre os locais onde se realizam, não fazendo o devido encaminhamento dos doentes, alertou a EVIT - Associação de Apoio a Portadores nos Genes relacionados com Cancro Hereditário
 

Uma associação que apoia portadores de genes para o cancro hereditário alertou hoje para o desconhecimento de alguns médicos de família sobre os testes preditivos e sobre os locais onde se realizam, não fazendo o devido encaminhamento dos doentes.
 

A maioria das mensagens que esta associação recebe é sobre o desconhecimento geral quanto à possibilidade de se fazer o teste preditivo - teste que permite aferir a probabilidade de uma pessoa desenvolver determinado tipo de cancro.
 

“Muitas vezes, os médicos de família não estão bem informados sobre os sítios onde se pode fazer o teste e, apesar de a história de família ser conhecida, não se dá seguimento ao caso, são as pessoas que pedem para fazer o teste", revelou à agência Lusa a presidente e cofundadora da associação, Tamara Milagre, "Há casos em que o próprio médico não sabe para onde deve encaminhar”, afirmou.
 

Tendo em conta a necessidade da consciencialização e informação da sociedade em Portugal, a EVITA vai apresentar várias propostas, entre as quais a de apostar numa melhor formação dos profissionais de saúde e a de introduzir um dia do cancro hereditário, para criar uma oportunidade de se falar mais no assunto.
 

Outra grande preocupação é a eventual discriminação, a nível laboral e das seguradoras, de um portador de mutação genética. “Há pessoas que se recusam a fazer o teste enquanto não tiverem a vida regularizada. No inquérito para fazer um seguro, para compra de casa, por exemplo, se a pessoa admitir ser portadora de mutação, já não consegue fazer o seguro de saúde. Da mesma forma que a entidade patronal vai sempre escolher contratar alguém sem essa predisposição”, denunciou Tamara Milagre, lamentando que estas pessoas se vejam “obrigadas a omitir os factos para não serem ‘castigadas’”.
 

A EVITA defende também a criação de centros acreditados para acompanhar estes casos, e a melhoria dos que já existem, com a criação de equipas multidisciplinares, com ginecologista, oncologista e psicólogo.
 

A associação pugna ainda pela criação de uma base de dados nacional de cancro hereditário, para centralizar todos os casos reais, porque, neste momento, só há percentagens, não há números exatos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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