Cancro ginecológico: perto de 3.000 novos casos em 2012

Tratamentos vão ser debatidos no 2º Curso de Ginecologia Oncológica

21 junho 2013
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Em 2012 surgiram em Portugal cerca de 720 novos casos de cancro do colo do útero, 1.485 novos casos de cancro do endométrio e 616 novos casos de cancro do ovário.
 

De acordo com a oncologista, Deolinda Pereira a implementação de programas de rastreio nas diferentes regiões do país levou a uma diminuição da incidência do cancro do colo do útero.
 

Contudo, salientou a oncologista, no caso do cancro do ovário “verificou-se um ligeiro aumento da incidência, de acordo com a tendência dos países desenvolvidos”.
 

O 2º Curso de Ginecologia Oncológica que decorre hoje e amanhã no IPO-Porto reúne especialistas portugueses e espanhóis de todas as áreas terapêuticas ligadas ao tratamento do cancro ginecológico, para debater as melhores práticas clínicas no tratamento desta patologia.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que um dos temas que vai ser debatido é o carcinoma avançado do ovário, salientando-se a mesa “Quanto custa tratar?”, que contará com a participação do presidente do INFARMED, de deputados da Comissão Parlamentar da Saúde, de um dos vogais do Conselho de Administração do IPO-Porto, de médicos da especialidade e de representantes dos doentes.
 

O objetivo é “analisar as diferentes perspetivas do custo do tratamento da patologia, assim como da introdução das terapêuticas médicas inovadoras no Serviço Nacional de Saúde”.
 

Deolinda Pereira considerou que “investir neste tipo de terapêutica é uma mais-valia para as doentes, porque proporciona habitualmente ganhos significativos em saúde. O IPO do Porto tem vindo a apostar no desenvolvimento de ensaios clínicos com fármacos inovadores, o que permite que os doentes tenham um acesso precoce a estas terapêuticas, sem custos para a instituição, permitindo angariar verbas que posteriormente são aplicadas em investigação”.
 

A oncologista referiu também que “neste curso será lançado um grupo de apoio para doentes com cancro ginecológico, ou seja, um grupo organizado de doentes e para doentes, junto do qual as mulheres afetadas por esta doença possam procurar ajuda e no qual encontrarão outras pessoas com quem poderão partilhar a sua experiência”.
 

Outro dos temas em destaque é o cancro na gravidez, “uma situação pouco vulgar” mas que exige “um acompanhamento próximo por parte de uma equipa multidisciplinar”.
 

Deolinda Pereira explicou que “o cancro na gravidez não implica a sua interrupção. É preciso avaliar as particularidades de cada caso e equacionar o melhor tratamento em conjunto com a doente e a família”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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