Cancro gástrico é herdado em Portugal
14 novembro 2004
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 Um rastreio nacional identificou duas famílias portuguesas portadoras de uma mutação genética que causa cancro do estômago hereditário. Nesses agregados, que apresentavam muitos casos de carcinoma gástrico, investigadores do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup) identificaram já portadores assintomáticos da mutação, ou seja, pessoas com altas probabilidades de virem a desenvolver o cancro e que poderão agora beneficiar de uma vigilância médica apertada para um diagnóstico e intervenção terapêutica precoce. Este rastreio insere-se num projecto de investigação do Ipatimup e envolve instituições hospitalares e clínicos de todo o país. Um trabalho que só é possível graças à descoberta por geneticistas neozelandeses, em 1998, da mutação de um gene chamado caderina-E, que tem 50 por cento de hipóteses de ser transmitido de pai/mãe para filho a cada gestação. Isto significa que, por exemplo, um casal que tenha três filhos pode ter todos, só um ou nenhum sem qualquer problema. Da mesma forma, todos ou nenhum podem ser portadores da mutação. O defeito genético confere uma grande susceptibilidade aos seus portadores de virem a desenvolver o cancro do estômago de tipo infiltrante ou difuso. De facto, cerca de setenta por cento das pessoas afectadas por esta alteração do gene da caderina-E acabam por vir a sofrer de um cancro que, se não for tratado a tempo, é altamente agressivo e mesmo mortal. Até agora, Portugal desconhecia qual a sua situação em termos de incidência deste tipo de cancro, não havendo quaisquer registos desta mutação. Fonte: Jornal de Notícias

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