Cancro: encontrada forma de melhorar a memória imunitária contra a doença

Estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”

07 fevereiro 2017
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Investigadores do Reino Unido descobriram uma via importante através da qual o sistema imunitário pode aprender a reconhecer e a combater os cancros, dá conta um estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 
Os investigadores, liderados por Aymen Al-Shamkhani, demonstraram que a proteína conhecida por Akt é muito importante para que o organismo se lembre de um cancro que erradicou. 
 
Segundo a Universidade de Southampton, no Reino Unido, em informação veiculada no seu sítio da Internet, o sistema imunológico inclui linfócitos T citotóxicas, que procuram ativamente e destroem infeções ou cancros. Quando estas células têm de lidar com o perigo, a maioria delas morre, mas as restantes transformam-se em células de memória, com capacidade de reconhecer a ameaça no caso de esta voltar. No entanto, até à data, a comunidade científica ainda não tinha compreendido ao certo como este processo ocorria. 
 
Os investigadores descobriram que a proteína Akt tinha um grande efeito no número e no tipo de linfócitos T de memória que o sinal de perigo pode produzir. O estudo apurou que a proteína Akt é importante para o desenvolvimento dos linfócitos T quando estes se transformam em células de memória e na forma como estas reagem a futuras ameaças.
 
O investigador refere que se houver a possibilidade de utilizar a proteína Akt para aumentar as células de memória tanto em número como capacidade, talvez seja possível oferecer uma maior proteção contra o cancro.
 
Aymen Al-Shamkhani acrescenta que a imunoterapia se tem mostrado muito promissora como um novo tipo de tratamento para o cancro. Contudo, é necessário encontrar novas formas de melhorar a memória do sistema imunitário para com as células cancerígenas. 
 
“Se conseguirmos que o sistema imunológico reconheça melhor os cancros e mais rapidamente, isto poderá ser uma grande ajuda para encontrar tratamentos mais eficazes”, acrescentou o investigador.
 
Justine Alford, do Cancer Research UK, conclui que este estudo pode ter encontrado uma forma de tornar a imunoterapia mais eficaz e duradoura. O próximo passo é verificar se esta abordagem funciona e é segura para os pacientes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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