Cancro é a doença que mais preocupa os portugueses

Estudo apresentado no âmbito da 2ª edição do Think Tank “Inovar Saúde”

05 dezembro 2014
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A seguir ao cancro, o Ébola é a doença que mais preocupa os portugueses, revela um estudo desenvolvido pela GFK, apresentado no âmbito da 2ª edição do Think Tank “Inovar Saúde”, uma iniciativa da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa (ENSP/NOVA) e da Roche.
 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, contou com a participação de 1.192 inquiridos e pretendeu avaliar as perceções da população sobre o cancro e o investimento no seu tratamento.
 

À pergunta “qual a doença que mais o preocupa nos dias de hoje”, a maioria respondeu que era o cancro, mas no segundo lugar da lista de preocupações vem o Ébola e só depois doenças como as cardíacas, o VIH/Sida ou o acidente vascular cerebral.
 

De acordo com o estudo, 63% dos portugueses referem o cancro como a doença que mais os preocupa, 10% aponta o Ébola, 5% as cardiovasculares, 4% VIH/Sida e Diabetes, 3% o AVC e 2% o Alzheimer. Relativamente às razões para considerar o cancro preocupante, mais de metade refere a mortalidade associada: 29% dizem que “não tem cura” e 25% afirmam que tem uma “taxa de mortalidade elevada”.
 

Para 17% a preocupação prende-se com o facto de ser uma doença difícil de tratar, para 13% com familiares que tiveram a doença e os restantes com o elevado número de casos conhecidos, bem como a evolução silenciosa desta patologia.
 

Entre os vários tipos de cancro, o estudo sugere que o da mama é o que mais preocupa as mulheres e o do pulmão os homens.
 

De uma forma geral, os portugueses consideram-se pouco informados sobre o cancro, apenas 30% afirma estar “muito informado”. A grande maioria dos portugueses (85%) considera que o investimento na área da saúde é “insuficiente” e 80% defendem mesmo um maior investimento do Estado no cancro, sendo que mais de metade (56%) acredita que atualmente se investe menos em oncologia do que há três anos.
 

No entanto, quase metade dos inquiridos (49%) tem noção de que o Estado gasta mais dinheiro nas doenças cancerígenas do que nas do coração, diabetes ou Sida. Um dos principais problemas encontrados pelos portugueses diz respeito ao sentimento de que “não são ouvidos pelos políticos e que a saúde não é prioritária”.
 

As outras preocupações prendem-se com os tratamentos mais avançados, que “estão disponíveis”, mas “são demasiado caros para Portugal”, mas os “portugueses querem rapidez e equidades no acesso ao tratamento de cancro”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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