Cancro dos testículos: metade do risco está associado à herança genética

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

11 setembro 2015
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Quase metade do risco de desenvolver cancro dos testículos resulta do ADN herdado dos pais, sugere um estudo publicado na revista “Scientific Reports”.
 
O estudo, que contou com a colaboração de investigadores do Instituto de Investigação do Cancro, no Reino Unido, bem como de outras instituições na Alemanha, Suécia e EUA, sugere que a herança genética é mais importante no cancro dos testículos do que na maioria dos outros tipos de cancro, onde a genética é normalmente responsável por menos de 20% do risco.
 
No estudo foram utilizadas duas abordagens independentes para analisar o risco de tumores de células germinativas testiculares, o tipo mais comum de cancro dos testículos.
 
Os investigadores começaram por utilizar a análise estatística para estudar os padrões de cancro dos testículos ancestral em grupos de famílias, que incluíram 9.324 casos de cancro do testículo. Posteriormente analisaram detalhadamente o código genético de seis mil homens do Reino Unido, dos quais 986 tinham sido diagnosticados com este tipo de cancro.
 
A análise combinada revelou que 49% de todos os fatores possíveis que contribuem para o cancro dos testículos são herdados. Verificou-se que o risco herdado resulta de um grande número de pequenas variações no código de ADN, em vez de um gene defeituoso com um grande efeito.
 
Apesar dos avanços substanciais conseguidos ao longo dos últimos cinco anos no Instituto de Investigação do Cancro no que respeita à identificação de mutações associadas ao risco de cancro dos testículos, o estudo também demonstrou que estas mutações conhecidas representam apenas 9,1% do risco de desenvolver a doença. Desta forma, a maioria das variantes genéticas que aumentam o risco deste tipo de cancro ainda estão por ser identificadas.
 
A identificação de mais mutações “escondidas” poderia permitir um rastreio dos homens para o risco de desenvolvimento de cancro dos testículos, aumentando a probabilidade de prevenir a doença ou detetá-la precocemente.
 
“O nosso estudo demonstrou que o cancro dos testículos é uma doença em grande parte hereditária. Cerca de metade do risco de um homem de desenvolver cancro dos testículos está associado aos genes que ele herda dos pais, contribuindo os fatores ambientais e comportamentais para a outra metade”, referiu uma das coautoras do estudo, Clare Turnbull.
 
A investigadora conclui que estes achados têm implicações importantes uma vez que se for possível descobrir estas causas genéticas, o rastreio de homens com antecedentes familiares de cancro dos testículos poderá ajudar a diagnosticar aqueles que estão sob maior risco de desenvolver a doença e ajudá-los também a controlar este risco.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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