Cancro dos rins: nova vacina mostra-se promissora

Estudo publicado na “Nature Medicine”

01 agosto 2012
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Investigadores alemães desenvolveram uma nova e promissora vacina, a IMA901, contra o cancro dos rins, dá conta um estudo publicado na “Nature Medicine”.
 

A IMA901 é composta por 10 peptídeos sintéticos associados ao tumor (TUMAPs), que ativa os linfócitos T capazes de eliminar o tumor. Contrariamente à quimioterapia, este processo tem por alvo a resposta imune, mobilizando-a para atacar o tumor. Os investigadores da University of Tübingen, na Alemanha, verificaram que em comparação com as mais recentes técnicas de quimioterapia, esta imunização ativa contra o cancro poderá aumentar a longevidade dos pacientes.
 

“Este estudo é um marco no desenvolvimento de terapias imunes contra o cancro. O princípio aqui aplicado – de imunização ativa contra antígenos do tumor previamente identificados nas células cancerígenas – pode ser aplicado em praticamente todos os cancros”, revelou em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Hans-Georg Rammensee.
 

Neste estudo, os investigadores analisaram exaustivamente a resposta imunitária contra os antígenos cancerígenos com o auxílio de biomarcadores. Em particular, as características dos leucócitos envolvidos foram detalhadamente estudadas durante o curso da imunização.
 

Estudos anteriores, realizados pelos investigadores da mesma universidade, já tinham obtido resultados semelhantes em ensaios clínicos anteriores, no caso do cancro do intestino e próstata. Os cientistas encontram-se atualmente a desenvolver tratamento para um tumor cerebral maligno comum, sendo o cancro do fígado e o carcinoma do ovário os próximos visados.
 

O estudo apurou que nos pacientes com cancro dos rins com reações bem definidas dos linfócitos T contra um ou mais peptídeos associados ao tumor, a reação imunológica e a progressão clínica estavam claramente associadas. Estes resultados vêm assim confirmar a hipótese de que os tratamentos contra o cancro podem ser desenvolvidos através da ativação do sistema imunitário contra as várias estruturas alvo presentes na superfície do tumor.
 

O investigador que supervisionou os ensaios clínicos, Arnulf Stenzl, conclui que “os medicamentos previamente utilizados provocavam uma clara melhoria na redução do crescimento do cancro, mas não aumentavam, como desejado, a longevidade do paciente e certamente não o curavam. Assim, do ponto de vista clínico, o desenvolvimento da imunização ativa conjuntamente com uma baixa dose de um dos quimioterápicos é um passo determinante no tratamento no carcinoma das células renais e possivelmente noutros tipos de tumores malignos”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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