Cancro: Doentes beneficiam de tratamentos experimentais

Investigadores surpreendem-se com resultado do estudo

15 março 2005
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Pacientes com cancro em fase avançada têm todo o interesse em submeter-se a tratamentos experimentais, cuja eficácia - segundo um amplo estudo publicado nos Estados Unidos - é superior à que se pensava.
 

 

A investigação, levada a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde (NHI), entre 1991 e 2002, em 11.935 doentes nos quais as terapias tradicionais anti-cancro eram ineficazes, mostrou que cerca de 11 por cento melhoraram com tratamentos experimentais. Em certos casos, esta proporção chegou a 34 por cento.
 

 

Os estudos realizados até agora só indicavam entre quatro e seis por cento de resultados positivos de tratamentos experimentais, referem as conclusões desta investigação, divulgadas no «New England Journal of Medicine».
 

 

O grupo de investigadores do NHI analisou 460 testes clínicos feitos em 11.935 pacientes, tendo constatado o desaparecimento do cancro em cerca de três por cento dos casos e reduções importantes em cerca de oito por cento.
 

 

Cerca de 34 por cento do grupo observado registou também uma certa diminuição do tumor ou a estabilização da doença, assinala o estudo. A taxa de mortalidade provocada pelos tratamentos experimentais foi de 0,5 por cento, sensivelmente a mesma da generalidade dos outros ensaios clínicos.
 

 

Cerca de 14 por cento dos doentes sofreram pelo menos um efeito secundário grave. Todavia, estes números baseiam-se apenas num terço do grupo, ou cerca de quatro mil pessoas.
 

 

Fonte: Lusa
 

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