Cancro do rim: nefrectomia parcial parece ser mais benéfica

Estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”

20 abril 2012
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Os pacientes com cancro do rim que só removem o tumor, têm uma melhor sobrevivência do que aqueles que retiram o rim todo, dá conta um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association”.

 

Para o estudo os investigadores da University of Michigan, nos EUA, contaram com a participação de 7.138 indivíduos com cancro do rim, em fase inicial, que foram submetidos a uma cirurgia para remover o órgão inteiro, nefretomia radical, ou que extraíram só o tumor e uma pequena parte do tecido saudável, a chamada nefrectomia parcial.

 

O estudo constatou que após de cinco anos da realização das cirurgias, 25% dos pacientes que tinham sido submetidos nefrectomia parcial tinham morrido, em comparação com os 42% daqueles sujeitados à nefrotomia radical.

 

“Para os candidatos à nefrectomia parcial, esta deve ser a opção de tratamento preferida. Verificámos que os pacientes mais novos e com antecedentes médicos, beneficiam mais da nefrotomia parcial”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo Hung Jui-Tan.

 

Os investigadores verificaram que se um em cada sete pacientes escolhesse a nefrectomia parcial em vez da radical, era poupada uma vida.

 

“À medida que são diagnosticadas mais pessoas com estes pequenos cancros em estádios inicias, há um maior interesse em perceber qual é a melhor forma de tratar estes pacientes”, explicou, um dos autores do estudo, David C. Miller.

 

A questão é saber se a nefrectomia parcial, que tecnicamente é mais complexa e está potencialmente associada com mais complicações a curto prazo, é preferível à nefrotomia radical. Por outro lado, a remoção de um rim pode aumentar o risco de doença crónica renal, que está associada com distúrbios lipídicos, doenças cardiovasculares e falência renal.

 

“Este estudo não sugere que todos os pacientes com cancro do rim, em fase inicial, devam ser submetidos a nefrectomia parcial. Mas apoia a noção de que é necessário ampliar a utilização deste tipo de cirurgia e que esta deve ser escolhida, sempre que possível, para tratar os pacientes com tumores pequenos, de forma a otimizar o tempo de sobrevivência”, conclui David C. Miller.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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