Cancro do pulmão: tempo de sobrevivência duplica com novos tratamentos

Declarações do presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão

31 janeiro 2017
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Os novos tratamentos para o cancro do pulmão estão a permitir duplicar o tempo de sobrevivência dos doentes, mas a maioria dos casos ainda tem de passar pela quimioterapia.
 
De acordo com o presidente do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão, Fernando Barata, as novas terapêuticas têm conseguido que alguns doentes que tinham uma mediana de 10 a 12 meses de vida atinjam os dois anos. 
 
Estes avanços e a inovação terapêutica foram debatidos no sábado passado em Lisboa num encontro que reuniu cerca de 100 especialistas nacionais e estrangeiros.
 
Apesar da evolução dos tratamentos, que não podem ser aplicados a todos os doentes, o cancro do pulmão continua a ser um dos que mais mata em Portugal, logo a seguir ao do cólon, e figurar como o quarto tumor com mais incidência.
 
Relativamente aos mais recentes tratamentos (terapêuticas alvo e imunoterapia), o especialista Fernando Barata, referiu à agência Lusa, que não se aplicam a todas as situações e são sobretudo dirigidas a estados mais avançados.
 
Desta forma, o médico considera que “ainda se está longe de um controlo de toda a doença avançada”.
 
Nas terapêuticas alvo são identificados, na superfície da célula tumoral, recetores que, ao serem bloqueados, levam à morte da célula. Contudo, apenas cerca de 20 a 25% dos cancros do pulmão podem ser tratados com este tipo de terapêutica.
 
É sobretudo nestas terapêuticas alvo que os especialistas têm visto resultados mais concretos em termos de aumento do tempo de sobrevivência, além de serem tratamentos com mais baixa toxicidade.
 
A imunoterapia (feita através da ativação das defesas do organismo contra o tumor) também tem demonstrado bons resultados em termos de eficácia e baixa toxicidade, mas os peritos ainda não estão em condições de indicar o aumento do tempo de sobrevida que tem proporcionado.
 
O cancro do pulmão representa mais de 20% das mortes causadas por doenças oncológicas. O tabaco continua a ser o principal responsável por este tipo de tumor.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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