Cancro do pulmão: novo marcador identificado

Estudo publicado na revista “Clinical Cancer Research”

23 setembro 2013
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Investigadores americanos descobriram que a proteína isocitrato desidrogenase (IDH1) está presente em elevados níveis no cancro do pulmão de não-pequenas células e pode ser detetada no sangue, tornando-a assim um marcador de diagnóstico minimamente invasivo para este tipo de cancro, dá conta um estudo publicado na revista “Clinical Cancer Research”.
 

“O cancro do pulmão tem uma elevada taxa de mortalidade, principalmente causada pelo diagnóstico tardio. Com o aumento de envelhecimento da população é possível que haja um aumento da incidência deste cancro, havendo assim a necessidade de melhores marcadores para um diagnóstico precoce”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Jie He.
 

Atualmente os marcadores que são habitualmente utilizados incluem o CEA, Cyfra21-1 e o CA125. Contudo, segundo os investigadores, estes não são muito sensíveis.
 

Neste estudo, os investigadores do Colégio Médico de Beijing e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, contaram com a participação de 943 pacientes com cancro do pulmão de não-pequenas células (CPNPC) e 479 indivíduos saudáveis. Os níveis dos marcadores IDH1, CEA, Cyfra21-1 do CA125 foram medidos no sangue dos participantes.
 

O estudo apurou que a mediana dos níveis de IDH1 nos pacientes com adenocarcinoma e carcinoma de células escamosas, dois subtipos do CPNPC, era 2,7 e 2,2 vezes maior, respetivamente, quando comparados com os encontrados nos indivíduos controlo. Foi também constatado que a sensibilidade e especificidade do IDH1 eram 76 e 77%, respetivamente.
 

Os investigadores observaram que a combinação dos quatro marcadores, IDH1, CEA, Cyfra21-1 e CA125, ajudou a obter um a melhor classificação dos diferentes tipos de adenocarcinoma, comparativamente com a deteção apenas com o IDH1.
 

“Os nossos resultados sugerem que o IDH1 poderá estar envolvido no desenvolvimento do cancro do pulmão, e pode ser um bom alvo para o tratamento do CPNPC”, disse Jie He.
 

Atualmente a equipa de investigadores está a estudar os mecanismos moleculares responsáveis pelo aumento do IDH1 nos pacientes com cancro do pulmão, bem como as suas implicações clínicas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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