Cancro do pulmão: motivo da resistência ao tratamento foi descoberto

Estudo publicado na “Nature Genetics”

04 julho 2012
  |  Partilhar:

Investigadores americanos descobriram o motivo pelo qual os pacientes com cancro do pulmão criam resistência a um dos fármacos habitualmente utilizados no seu tratamento, dá conta um estudo publicado na “Nature Genetics”.

 

O cancro do pulmão é o tipo de cancro mais mortal em todo o mundo, matando mais pessoas por ano que o cancro da mama, cólon e próstata conjuntamente. Entre as causas para o desenvolvimento deste tipo de cancro encontram-se o tabagismo, mas também a exposição a asbestos, químicos, fatores ambientais e suscetibilidade genética.

 

Uma das razões pelas quais o cancro do pulmão é tão mortal é que muitas vezes não se consegue detetar nos estádios inicias da doença, pois habitualmente não apresenta sintomas. Apenas 30% dos pacientes nos EUA, são detetados nas fases iniciais da doença, contribuindo desta forma para uma baixa taxa de sobrevivência.

 

Contudo, mesmo nos casos em que o cancro é detetado precocemente, a probabilidade de sobrevivência é baixa. Ao contrário dos outros tipos de cancro, onde o diagnóstico precoce apresenta vantagens significativas de sobrevivência, neste tipo de cancro cerca de 35 a 45% dos pacientes com cancro do pulmão em fase I morre nos cinco anos seguintes ao diagnóstico devido à recorrência da doença.

 

Apesar de o tratamento ser dependente do tipo de cancro do pulmão, da fase em que se encontra e da existência de metástase nos nódulos linfáticos regionais, os tratamentos convencionais envolvem geralmente a cirurgia ou sua combinação com radioterapia e quimioterapia.

 

Um dos quimioterápicos habitualmente utilizados no tratamento do cancro do pulmão é o erlotinib, mas apesar de este fármaco reduzir inicialmente este tipo de tumor, algum tempo depois este torna-se resistente ao tratamento.

 

Neste estudo, os investigadores, da University of California, nos EUA, descobriram que a resistência a este fármaco se deve a uma proteína humana conhecida por AXL. Os investigadores, liderados por Trever Bivona, verificaram que esta proteína impede o bloqueio de uma enzima, a EGFR, pelo erlotinib, o que resulta na recorrência do tumor.

 

Assim, os resultados deste estudo poderão conduzir ao desenvolvimento de tratamentos mais eficazes, envolvendo o erlotinib e fármacos capazes de bloquear a ação da AXL.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.