Cancro do pulmão: biópsias líquidas utilizadas na monitorização da doença

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

06 junho 2014
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Investigadores do Reino Unido demonstraram que uma amostra de sangue de um paciente com cancro do pulmão pode ser utilizada para monitorizar e prever a resposta ao tratamento, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Medicine”.
 

O cancro do pulmão de pequenas células é uma doença agressiva de baixa sobrevivência, havendo por isso uma grande necessidade de desenvolvimento de novos tratamentos. Em muitos casos, o tumor é inoperável e as biópsias são difíceis de obter, havendo assim poucas amostras para o estudo da doença.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, analisaram a possibilidade de utilizar as células tumorais em circulação, ou seja células que saíram do tumor e se encontram em circulação no sangue, para investigar a doença de uma forma minimamente invasiva.
 

O estudo apurou que os pacientes com cancro do pulmão de pequenas células têm, nas amostras sanguíneas, mais células tumorais em circulação do que os pacientes com outros tipos de cancro. Foi também constatado que o número de células tumorais em circulação de cada paciente estava associado com o tempo de sobrevivência. Os pacientes com um menor número de células tumorais em circulação foram os que sobreviveram ao longo de um maior período de tempo.
 

O acesso a uma amostra adequada de tecido tumoral é o principal problema com que os investigadores se debatem para compreender a doença. De acordo com os autores do estudo, esta biopsia líquida é um método fácil e minimamente invasivo, que pode ser facilmente repetido e que permite o estudo genético do tumor de cada paciente. “Esta é também uma forma viável de monitorizar a resposta do paciente ao tratamento, o que permitirá personalizar e realizar planos individuais para cada paciente”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Caroline Dive.
 

Os investigadores foram ainda capazes de fazer crescer estas células em modelos animais. Assim os autores do estudo concluem que podem utilizar estes modelos para entender o motivo pelo qual alguns pacientes desenvolvem resistência à quimioterapia e desenvolver e testar novas terapias.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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