Cancro do pâncreas: teste pode ajudar na deteção precoce

Estudo publicado no “Cancer Epidemiology, Biomarkers, & Prevention”

03 abril 2013
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Uma nova metodologia de diagnóstico que utiliza um método científico conhecido por análise metabólica pode ajudar a detetar o cancro do pâncreas precocemente e consequentemente melhorar o prognóstico dos pacientes, dá conta um estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers, & Prevention”.
 

“Embora a ressecção cirúrgica seja um tratamento eficaz para o cancro do pâncreas, mais de 80% dos pacientes com esta doença têm um tumor localmente avançado ou metastático que é inoperável no momento da deteção. Os exames convencionais realizados ao sangue, imagem e endoscopia não são apropriados para o rastreio deste tipo de cancro e para a sua deteção precoce. Desta forma é necessário encontrar, com urgência, um novo método de diagnóstico”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Masaru Yoshida.
 

Neste estudo os investigadores da Kobe University Graduate School of Medicine, no Japão, mediram os níveis de metabolitos no sangue de pacientes com cancro do pâncreas, com pancreatite crónica e em indivíduos saudáveis, através de cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa. O teste começou por ser realizado em 43 pacientes com cancro do pâncreas e em 42 indivíduos saudáveis. Os resultados foram posteriormente validados no grupo de 42 pacientes com cancro do pâncreas, em 41 indivíduos saudáveis e 23 pacientes com pancreatite crónica.
 

O estudo apurou que os níveis de 18 metabolitos eram consideravelmente diferentes entre o grupo dos pacientes com cancro e os indivíduos saudáveis. Através de uma análise mais detalhada, os investigadores desenvolveram uma técnica para prever o diagnóstico do pâncreas utilizando apenas a avaliação de quatro metabolitos.
 

Os investigadores verificaram que este método tinha uma sensibilidade de 86% e uma especificidade de 88,1%. Nos testes de validação este método apresentou uma sensibilidade e especificidade de 71,4 e 78,1 %, respetivamente.
 

“Esta nova abordagem de diagnóstico apresenta uma maior precisão comparativamente com os marcadores tumorais convencionais. Esperamos que a utilização deste novo método de rastreio, simples e seguro, consiga melhorar o prognóstico dos pacientes com cancro do pâncreas através da sua deteção precoce, quando este ainda é operável e curável”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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