Cancro do pâncreas: possível vacina?

Estudo do Rutgers Cancer Institute of New Jersey

23 maio 2014
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A administração, bem tolerada, de uma vacina experimental diretamente num tumor pancreático foi capaz de estabilizar a doença, dá conta um estudo conduzido pelos investigadores do Rutgers Cancer Institute of New Jersey.
 

As vacinas são desenhadas para aumentar as defesas do sistema imunológico. Os investigadores já tinham previamente demonstrado, em modelos laboratoriais, que a utilização de uma vacina em tumores da mama e bexiga resultava na inversão do bloqueio imunológico tradicional, bem como o desenvolvimento de imunidade específica contra o tumor.
 

Este desenvolvimento de imunidade específica mostrou ter o potencial de bloquear o crescimento do tumor original, bem como eliminar depósitos de pequenos tumores que causam a disseminação do cancro.
 

Neste estudo os investigadores testaram agora a eficácia de uma vacina experimental, a PANVAC, em pacientes que não eram candidatos à cirurgia para remoção do cancro do pâncreas. Foram utilizadas dois tipos de vacina: a PANVAC-V e a PANVAC-F. A primeira foi administrada no braço e a segunda diretamente no tumor.
 

Ao longo da primeira fase do ensaio clinico, os investigadores avaliaram a toxicidade, a progressão do tumor e a presença de marcadores tumorais para o cancro do pâncreas. A segunda parte do ensaio envolveu a administração de uma dose mais elevada de PANVAC-F diretamente no tumor.
 

Dos 10 pacientes que completaram as duas fases do ensaio, três apresentaram metástases distantes e uma sobrevivência que variou entre seis e vinte e dois meses. Os outros sete pacientes não apresentaram metástases distantes e tiveram uma sobrevivência que variou entre quatro e trinta e seis meses. Neste último grupo, nenhum dos pacientes desenvolveu doença que se disseminou para além da localização original tendo morrido de condições secundárias associadas à progressão localizada do cancro.
 

Um destes 10 pacientes foi transferido para o tratamento com gencitabina, que é uma das terapias padrão utilizadas no cancro do pâncreas.
 

"A taxa de sobrevivência média dos pacientes sem metástases distantes foi de quase um ano e meio com este tratamento. Contudo, houve um paciente cuja doença permaneceu clinicamente estável por quase três anos. Desta forma, estes resultados são muito encorajadores e esperamos encontrar formas mais eficazes de gestão e tratamento desta doença ", concluíram os investigadores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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