Cancro do pâncreas pode estar relacionado com a alteração de dois genes

Descoberta irá contribuir para diagnóstico específico

25 julho 2002
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Um estudo realizado pela universidade espanhola Miguel Hernandez (UMH), em Elche, estabelece uma ligação entre o cancro do pâncreas, o quarto mais mortal nos países ocidentais, e alterações verificadas em dois genes.
 

 

A investigação foi conduzida pelo especialista Victor Manuel Barberã Juan, que identificou alterações nos genes "INK4" e "Tp53" com o desenvolvimento deste tipo de tumor.
 

 

A descoberta pode contribuir para o diagnóstico específico do cancro do pâncreas. Actualmente é difícil diferenciar a doença de outras patologias que afectam este órgão do aparelho digestivo.
 

 

O cancro do pâncreas é considerado um dos tumores mais agressivos, com prognósticos muito negativos, não existindo actualmente um tratamento eficaz para o seu combate, até porque na maioria dos casos a operação cirúrgica não é possível.
 

 

A incidência aumenta com a idade e o risco nos fumadores duplica-se relativamente aos restantes, enquanto que a sobrevivência cinco anos após o diagnóstico reduz-se a cinco por cento dos casos.
 

 

O estudo do cancro do pâncreas apresenta limitações pela dificuldade de obter amostras de tumores. Aliás, é por isso que praticamente não se realizam operações, uma vez que o próprio tumor provoca uma grande reacção inflamatória, o que deixa as células tumorais misturadas e muito diluídas.
 

 

A investigação de Barberã foi efectuada através de amostras de cancro do pâncreas exócrino humanas procedentes do banco de tecidos Pankras II de cinco hospitais espanhóis.
 

 

A partir deste banco foi possível analisar 52 casos de cancro, o que constitui a maior série de tumores de pâncreas exócrino analisada até à data.
 

 

Outra das novidades do estudo é a utilização da tecnologia de microdissecação laser, que permite isolar as células tumorais para o seu estudo.
 

 

Esta técnica permitiu identificar alterações nos dois genes que desactivam a sua função supressora em todos os casos de tumores do pâncreas, segundo os autores do estudo.
 

 

Fonte: Lusa
 

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