Cancro do pâncreas: novo teste de diagnóstico?

Estudo publicado no “American Journal of Gastroenterology”

31 outubro 2014
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Um simples teste sanguíneo pode ajudar a diagnosticar o cancro do pâncreas, defende um estudo publicado na revista “American Journal of Gastroenterology”.
 

Os investigadores da Universidade de Indiana, nos EUA, constataram que existem vários microRNA, pequenas moléculas de RNA que ajudam a regular a expressão genética, que circulam em níveis elevados no sangue dos pacientes com cancro do pâncreas.
 

O estudo apurou que a expressão aumentada do miRNA-10b, miRNA -155 e miRNA106b estava associada ao diagnóstico do adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo de cancro maligno do pâncreas mais comum. De forma a chegar a estas conclusões, os investigadores, liderados por Murray Korc, analisaram amostras do plasma, da bílis e suco pancreático recolhidas em 215 pacientes imediatamente antes ou durante a realização de uma endoscopia.
 

“Poderá ser possível utilizar um teste sanguíneo para fazer um rastreio aos indivíduos que apresentam um risco elevado de desenvolver cancro do pâncreas”, revelou, em comunicado de imprensa, Murray Korc.
 

O investigador acrescentou que a sua equipa está já a planear novos estudos. Na sua opinião seria importante identificar mais marcadores e averiguar quão útil seria utilizar estes marcadores no diagnóstico precoce deste tipo de cancro. Com base neste estudo, este teste também poderia ser utilizado para diferenciar entre o cancro do pâncreas e a pancreatite crónica.
 

Este tipo de marcadores seria um avanço no âmbito do diagnóstico do cancro do pâncreas metastizado, pois os atuais tratamentos aumentam a longevidade dos pacientes em apenas 16 semanas. O cancro do pâncreas é difícil de detetar e diagnosticar porque não apresenta sinais ou sintomas nítidos nos estádios iniciais, pois o pâncreas está escondido atrás de outros órgãos como o estômago, intestino delgado, fígado, etc.
 

O estudo refere ainda que apenas 6% dos pacientes sobrevivem à doença cinco anos após o diagnóstico. De acordo com Instituto Nacional do Cancro, nos EUA, estima-se que em 2014 surgirão 46.420 novos casos de cancro do pâncreas e 39.590 morrerão da doença.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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