Cancro do pâncreas: identificados genes associados ao aumento de sobrevivência

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

25 agosto 2015
  |  Partilhar:

Investigadores americanos descobriram um conjunto de genes que podem indicar sobrevivência aumentada dos pacientes com cancro do pâncreas após cirurgia. O estudo publicado na revista “Nature Communications” também revelou que a deteção de ADN tumoral em circulação no sangue pode funcionar como um indicador precoce da recidiva do tumor.
 

Através da análise de regiões de ADN que codificam para proteínas em 24 tumores e da análise genómica direcionada de outros 77 tumores, os investigadores do Instituto de Investigação TGen, nos EUA, e de outros institutos de investigação identificaram mutações nos genes que regulam a cromatina MLL, MLL2, MLL3 e ARID1A em 20% dos pacientes e que estão associadas a uma melhoria da sobrevivência.
 

Com recurso a biopsias líquidas, os investigadores também constaram que 43% dos pacientes com cancro do pâncreas tinham ADN tumoral em circulação (ctDNA, sigla em inglês) na corrente sanguínea na altura do diagnóstico.
 

O estudo apurou ainda que a deteção de ctDNA após cirurgia previa a recidiva do cancro e resultados pouco animadores para os pacientes. A utilização de biopsia líquida foi capaz de detetar a recidiva do cancro 6,5 meses mais cedo do que a utilização de tomografias computorizadas.
 

"Estas observações fornecem formas de prever os resultados de pacientes com cancro de pâncreas e têm implicações para a deteção da recorrência do tumor, e talvez um dia para a deteção precoce do cancro", revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Daniel D. Von Hoff.
 

Os cancros pancreáticos analisados eram tumores de estadio II de pacientes submetidos a cirurgia com possibilidade de cura. Apenas 15 a 20% dos pacientes são candidatos à resseção do tumor, isto porque este tipo de cancro é difícil de detetar e geralmente apenas é diagnosticado nos estadios finais, quando a cirurgia já não é uma opção. A taxa de sobrevida de cinco anos para aqueles diagnosticados com cancro de pâncreas é menos de dez por cento.
 

O estudo descobriu que um número significativo de cancros de pâncreas em estadio inicial podem ser diagnosticados de forma não invasiva através de biopsia líquida ao sangue, que se foca em algumas alterações genéticas específicas.
 

"Identificámos genes MML que funcionam como marcadores de um melhor prognóstico para pacientes com cancro do pâncreas. Demonstrámos também que o ctDNA presente no sangue dos pacientes com cancro pancreático pode fornecer um marcador de deteção precoce de recorrência da doença”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.