Cancro do pâncreas: identificada proteína relevante para o seu crescimento

Estudo publicado no “Clinical Cancer Research”

03 outubro 2010
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Foi, pela primeira vez, identificada uma associação entre o cancro do pâncreas e níveis elevados de uma proteína conhecida por regular a proliferação celular, dá conta um novo estudo publicado no “Clinical Cancer Research”.

 

O cancro do pâncreas tem a menor taxa de sobrevivência de todos os cancros devido à ausência de sintomas nos estádios iniciais da doença, diagnóstico tardio, assim como resistência à quimioterapia e à radiação. Com esta nova descoberta, os investigadores da Barts and The London School of Medicine and Dentistry, no Reino Unido, esperam poder desenvolver novos tratamentos ou um diagnóstico precoce.

 

Cerca de metade dos cancros estão associados com um membro de uma família de proteínas denominado Phosphoinositide 3-kinase (PI3K), tendo os investigadores decidido investigar se esta associação se verificava para o cancro do pâncreas.

 

Neste estudo financiado pelo Pancreatic Cancer Research Fund, os investigadores, liderados por Marco Falasca, identificaram uma associação entre o cancro do pâncreas e a proteína P110γ, através do rastreio de proteínas associadas à proliferação celular em tecidos saudáveis e tumorais.

 

Os resultados do estudo revelaram que havia elevados níveis de P110γ em 72% dos tecidos tumorais que não foram encontrados nos tecidos saudáveis. Quando os investigadores bloquearam a produção desta proteína, as células tumorais pararam de crescer. Contudo, o bloqueio de outros membros da mesma família de proteínas não teve nenhum efeito, o que mostra que a P110γ tem um papel muito importante na progressão da doença.

 

Adicionalmente, foi também verificada a presença de níveis elevados de P110γ em pacientes com inflamação do pâncreas. De acordo com os autores do estudo, os pacientes com esta condição têm um maior risco de desenvolver cancro do pâncreas, o que indica que a P110γ poderá estar envolvida nos estádios iniciais da doença.

 

Os investigadores prosseguem agora com as investigações para verificar se a P110γ está associada com a resistência à quimioterapia e se a regulação genética pode explicar porque é que esta proteína é encontrada em níveis elevados no cancro do pâncreas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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