Cancro do pâncreas: descoberto novo alvo terapêutico

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

18 março 2016
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Investigadores americanos descobriram uma proteína que parece estar envolvida no crescimento das células do cancro do pâncreas, dá conta um estudo publicado na revista “Scientific Reports”.
 
Apesar de ser relativamente raro, o cancro do pâncreas é um dos mais mortais, uma vez que é difícil de ser detetado nos estadios iniciais. Apesar de ter havido alguns progressos quimioterápicos, este tipo de cancro é muito resistente às atuais terapias. Consequentemente, pouco mais de cinco por cento dos pacientes vive mais de cinco anos após o diagnóstico.
 
Contudo, os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Yale, nos EUA, esperam que a descoberta de uma proteína, a renalase, que se encontra expressa em níveis elevados no cancro do pâncreas e que parece ser importante para o crescimento das células cancerígenas, possa funcionar como um novo alvo de tratamento para esta doença mortal. 
 
Os investigadores, liderados por Gary Desir, constataram que muitas células cancerígenas produzem e libertam a renalase, tendo por isso questionado se esta poderia funcionar como um biomarcador do cancro.
 
Através de experiências com anticorpos contra a renalase, os investigadores descobriram que a proteína funciona como um fator de crescimento para células tumorais, e que este papel é particularmente importante no cancro do pâncreas.
 
Após terem medido a renalase num grupo de pacientes com adenocarcinoma ductal pancreático, o tipo mais comum do cancro pâncreas, os investigadores constataram que quanto maior era o nível de expressão da renalase nos tumores, menor era a taxa de sobrevivência. Experiências realizadas em cultura de células de adenocarcinoma ductal pancreático demonstraram que a inibição da sinalização da renalase diminuía a viabilidade das células.
 
O estudo apurou ainda que a utilização de anticorpos e de outros agentes capazes de silenciar a renalase em ratinhos, nos quais tinham sido implantadas células cancerígenas do pâncreas humanas, impediam o crescimento do tumor. Verificou-se que isto ocorria porque o bloqueio da proteína interrompia o ciclo celular nas células tumorais e fazia com que estas cometessem suicídio celular, ou seja, apoptose.
 
“Descobrimos que as células cancerígenas pancreáticas utilizam incorretamente a via da renalase para as ajudar a proliferar. Desenvolvemos anticorpos monoclonais contra a renalase que podem matar células de cancro do pâncreas e tratar tumores em ratinhos”, conclui Gary Desir.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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