Cancro do ovário pode estar ligado a dois genes específicos

Estudo da Universidade Médica de Viena de Áustria

20 março 2006
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A descoberta de dois genes que aparecem "desligados" em células de cancro do ovário podem ajudar a diagnósticos precoces da doença, conhecida por ser uma assassina silenciosa.
 

 

Investigadores austríacos, da Universidade Médica de Viena, identificaram cinco genes que têm actividade baixíssima no cancro do ovário. Dois deles, o N33 e o NFA6R, não funcionam na maioria dos casos. "Esses dois genes estão desligados", disse o professor Michael Krainer. Embora não se saiba exactamente o que fazem os genes N33 e NFA6R, a equipa liderada Krainer suspeita que estejam ligados à progressão do cancro do ovário, que mata 114 mil mulheres por ano em todo o mundo.
 

 

Os cientistas presumem que esses genes tenham sido "desligados" por um processo chamado metilação, uma forma de inactivação dos genes, o que pode ajudar a identificar pacientes em estádio preliminar da doença.
 

 

O cancro do ovário não apresenta sintomas nos estágios preliminares. A maioria das mulheres só recebe o diagnóstico depois da doença se ter propagado além dos ovários, quando o tratamento é menos eficaz e a taxa de sobrevivência para cinco anos é de apenas 20%.
 

 

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