Cancro do ovário: nova estratégia de prevenção?

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

09 junho 2016
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Investigadores do Reino Unido descobriram alterações precoces nas trompas de Falópio nas mulheres portadores de mutações no gene BRCA, o que pode conduzir a novas estratégias de prevenção contra o cancro do ovário, revela um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
 

No estudo, os investigadores da Universidade College London, no Reino Unido decidiram averiguar por que motivo as mulheres com mutações nos genes BRCA1/2 desenvolvem cancro do ovário e o que acontece nas células onde o cancro tem origem.
 

Os investigadores, liderados por Martin Widschwendter, analisaram tecido pós-cirúrgico das trompas de Falópio de 115 mulheres. Cinquenta e seis tinham mutações nos genes BRCA1/2 e as restantes funcionaram como grupo de controlo. Foram analisados os programas epigenéticos das células, que ditam como as células leem instruções que estão codificadas no ADN. As extremidades das trompas de Falópio, a mais próxima do ovário e a mais próxima do útero, foram comparadas em cada mulher.
 

O estudo apurou que as células da fímbria (encontradas mais perto do ovário) apresentavam uma atividade subcelular completamente alterada em aproximadamente 60% das mulheres portadoras de mutações no gene BRCA1 ou BRCA2. Estas alterações subcelulares eram similares às encontradas nas células do cancro do ovário. As alterações não foram observadas nas mulheres sem mutações no gene BRCA. Adicionalmente, foi identificada uma enzima que parece desencadear esta reprogramação.
 

Os cientistas estão a tentar perceber melhor estes achados e a verificar se estes podem beneficiar as mulheres que não têm predisposição genética, facilitando o desenvolvimento de um teste não invasivo que poderá potencialmente prever a ocorrência destes eventos celulares nas células das trompas de Falópio.
 

“Estes achados colocam-nos mais perto de perceber como os cancros do ovário se desenvolvem nas portadoras de mutações no gene BRCA 1/2, abrindo novas oportunidades de prevenção para o cancro do ovário”, referiu Martin Widschwendter.
 

Na opinião do investigador, estes achados são importantes, uma vez que o método de prevenção mais eficaz é a cirurgia de redução de risco drástica, que elimina as hormonas e a capacidade de as mulheres darem à luz antes da menopausa.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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