Cancro do estômago: novo método de diagnóstico

Método desenvolvido por dois investigadores portugueses

03 dezembro 2014
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Investigadores portugueses desenvolveram um novo método de diagnóstico do cancro difuso e hereditário do estômago que tem por base o recurso a imagens 2D, dá conta um estudo publicado no “European Journal of Human Genetics”.
 

O método, no qual trabalharam a equipa de Raquel Seruca, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), e João Sanches, do Instituto Superior Técnico de Lisboa, baseia-se num algoritmo que permite, pela primeira vez, quantificar a proteína existente e perceber o risco que lhe está associado.
 

"Quando há uma mudança na proteína, relativamente à localização ou à quantidade, é porque a sua função está perturbada, mas até aqui não conseguíamos quantificar isto. É isso que este algoritmo ajuda a fazer", explicou à agência Lusa Raquel Seruca.
 

A investigadora referiu que nem sempre a existência de uma alteração na proteína é sinal de que a pessoa vá desenvolver cancro, por isso, a grande vantagem deste algoritmo passa pela capacidade de "ajudar a separar as variantes que têm impacto e são de risco, das que não o são".
 

"Trata-se de um exame complementar, que visa melhorar o diagnóstico a este nível", acrescentou.
 

De acordo com o responsável pelo desenvolvimento do algoritmo, João Sanches, o diagnóstico pode ser crucial, na medida em que, relativamente a este tipo de cancro, "em 80% dos casos em que essa mutação ocorre, resulta numa situação de cancro”.
 

"Com base em imagens, conseguimos observar a concentração de proteína e, através de uma análise numérica, é possível dar informação ao médico do grau de funcionamento desta", salienta, frisando ainda que este método "permite aumentar o rigor e reduzir o tempo de análise [em que se percebe se a proteína continua ou não funcional”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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