Cancro do estômago: mortes atingem mais norte do país

Estudo da Universidade de Coimbra

24 julho 2013
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As regiões do país com maior número de óbitos por cancro do estômago são Grande Porto, Cávado, Tâmega e Minho-Lima, de acordo com um estudo da Universidade de Coimbra (UC).
 

A nota de imprensa enviada pela UC, à qual a agência Lusa teve acesso, refere que as zonas da Grande Lisboa, Grande Porto, Baixo Alentejo e Algarve registam a taxa mais elevada de mortes devido a cancro nos brônquios e no pulmão.
 

O trabalho, ainda em curso, tem como objetivo analisar a variação geográfica dos óbitos causados por diferentes tipos de cancro, em Portugal Continental, e estimar a sua associação a fatores sociais e ambientais.
 

A equipa multidisciplinar da UC, com investigadores das Faculdades de Ciências e Tecnologia (Centro de Investigação em Antropologia Saúde – CIAS) e de Letras (Geografia), analisou os óbitos ocorridos entre 2007 e 2009, causados por 14 tipos de cancro, nas 28 regiões definidas pela divisão territorial NUT III (Unidades Territoriais Estatísticas de Portugal).
 

Os coordenadores do estudo Manuel Alvarez e Helena Nogueira realçam que o conhecimento da variação da patologia ao longo do território nacional ”é bastante útil para a definição de áreas de risco, por tipo de cancro, e relevante para os cuidados primários de saúde, permitindo o desenvolvimento de ações de prevenção dirigidas e a alocação de recursos adequados para a melhoria da qualidade dos serviços médicos”.
 

A UC refere também que, nesta primeira fase do estudo, no âmbito da relação entre doença e a sociedade, em que a equipa estabeleceu os padrões de mortalidade por tipo de cancro, foram encontradas associações significativas entre o aumento do risco de morte e os indicadores de desenvolvimento socioeconómico das regiões estudadas.
 

O comunicado refere também que se observou “uma correlação negativa entre os indicadores de desenvolvimento e quase todos os tipos de cancro, com a exceção do cancro do pulmão, que apresenta uma correlação positiva com o índice de educação e cultura”.
 

O estudo prosseguirá agora no terreno, com a aplicação de inquéritos individuais para se perceber em detalhe os fatores que mais influenciam a doença.
 

“Vão ser avaliados fatores como qualidade do ambiente – natural e construído –, os hábitos alimentares, os acontecimentos de vida (divórcio, desestruturação familiar, etc.) e o desemprego, entre outros”, concluiu a Universidade de Coimbra.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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