Cancro do estômago está a diminuir em Portugal

Declarações da diretora do Registo Oncológico Regional do Sul

17 fevereiro 2012
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O cancro do estômago é o único que está a diminuir em Portugal, uma descida que se deve a décadas de utilização do frigorífico na conservação dos alimentos, revelou a diretora do Registo Oncológico Regional do Sul (ROR Sul).

 

Ana Miranda revelou à agência Lusa que cancro do estômago está a “perder cada vez mais lugar de destaque”, devido um maior controlo da doença, mas sobretudo devido à melhoria das condições de vida.

 

“O cancro do estômago está relacionado com a bactéria Helicobacter pylori, a qual hoje em dia já se consegue erradicar graças a uma melhor conservação dos alimentos no frigorífico, ao contrário do que se passava antigamente quando a conservação era feita por salmoura e fumeiro”, explicou.

 

O frigorífico já foi inventado há décadas, mas foi preciso todo este tempo para se estabelecer uma causa efeito e começar a ver os resultados, revelou.

 

É o que se passará com a vacina contra o cancro do colo do útero, que atualmente ainda não tem reflexos na redução da incidência deste tipo de tumor. “Ainda é uma coisa muito recente. A vacinação faz-se até aos 16 anos e o tumor ocorre muito mais tarde. A repercussão só vai ser sentida daqui a uns anos, porque esta vacinação só vai ter efeito sobre estas mulheres, já que as que são agora mais velhas não foram vacinadas”, afirmou.

 

“Aqui o rastreio é altamente eficaz, conseguimos detetar lesões pré-malignas, e detetando-as o risco fica igual ao das outras mulheres”, sublinhou a responsável.

 

Outro tumor em relação ao qual o rastreio é fundamental é o da mama, que continua a ser “de longe o mais importante, representando 30 % do total de casos de cancro na mulher”.

 

O segundo é o do cólon, mas mesmo assim ainda muito longe do da mama, representando 11% do total, tanto no homem como na mulher.

 

O cancro que continua a afetar mais homens é o da próstata – 30% do total de cancros – embora este seja também o que tem uma maior taxa de sobrevivência (80%).

 

Entre os homens, o segundo cancro com maior incidência é também o mais mortal, o do pulmão, em relação ao qual se nota um acentuar da preponderância, afirmou. Atualmente está a ser feita uma monitorização destes tumores, mas só daqui a uns anos é que se vai poder ver o impacto das medidas antitabagistas, já que os cigarros são a principal causa de cancro do pulmão, mas também com grande impacto numa série de outros como o da língua, da boca, do lábio, do esófago e até da bexiga.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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