Cancro do esófago: identificadas quatro variantes genéticas

Estudo publicado na “Nature Genetics”

16 outubro 2013
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Um consórcio de investigadores identificou quatro variantes genéticas associadas com um aumento do risco do cancro do esófago e o seu precursor, uma condição conhecida por esófago de Barrett, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Genetics”.
 

“Estudos epidemiológicos anteriores já tinham constatado que os fatores ambientais, como obesidade, refluxo gastroesofágico, tabagismo e dieta eram responsáveis pela rápida incidência e mortalidade do adenocarcinoma do esófago. No entanto, têm surgido algumas evidências que sugerem que a suscetibilidade herdada tem também um papel importante”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Thomas L. Vaughan
 

De forma a compreender melhor o papel da genética no cancro e no esófago de Barrett, a equipa coliderada pelos investigadores do Centro de Investigação de Fred Hutchinson, nos EUA, e o Instituto de Investigação Médica Berghofer QIMR, na Austrália, analisaram dados e amostras de 15 estudos internacionais, realizados nos últimos 20 anos, para estimar a hereditariedade destas condições e identificar as variantes genéticas associadas a um maior risco.
 

No total, foram recolhidas amostras de ADN e dados de 8.000 participantes, incluindo 5.500 com cancro ou esófago de Barrett, e 3.200 indivíduos sem estas condições, os quais funcionaram como grupo de controlo.
 

Através da genotipagem das amostras, foram identificadas variantes genéticas em três locais, no cromossoma 3, 9 e 19, que estavam associadas a um risco aumentado de adenocarcinoma do esófago e esófago de Barrett. Adicionalmente, foi descoberta uma variante genética no cromossoma 16 que já tinha sido previamente associada ao esófago de Barrett e também ao risco aumentado de adenocarcinoma do esófago.
 

O estudo apurou ainda que o papel da suscetibilidade herdada parecia ser mais relevante nos estádios iniciais do desenvolvimento do esófago de Barrett, do que durante a sua progressão.  
 

Os investigadores acreditam que estes resultados irão contribuir para o desenvolvimento de novas ferramentas de rastreio, as quais poderão ajudar a identificar quem se encontra em elevado risco de desenvolver adenocarcinoma do esófago, ou o seu precursor, particularmente quando combinado com fatores de risco bem estabelecidos como a obesidade e o refluxo gástrico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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