Cancro do endométrio: fármacos utilizados na osteoporose podem ajudar na prevenção?

Estudo publicado na revista “Cancer”

26 dezembro 2014
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A toma de bifosfonatos, fármacos utilizados habitualmente no tratamento da osteoporose e outras condições ósseas, pode reduzir o risco de desenvolvimento de cancro do endométrio, dá conta um estudo publicado na revista “Cancer”.
 
O cancro do endométrio, que se desenvolve no revestimento do útero, representa quase 50% dos cancros ginecológicos diagnosticados nos EUA, é a quarta doença maligna nas mulheres e a oitava causa de morte mais comum por cancro.
 
Apesar de os bifosfonatos serem conhecidos por prevenir a perda óssea, estudos pré-clíncos têm demonstrado que este tipo de fármacos tem também efeitos antitumorais, incluindo a capacidade de impedir que as células tumorais se multipliquem e invadam os tecidos saudáveis.
 
Neste estudo, os investigadores do Henry Ford Health System, nos EUA, resolveram avaliar se a toma de bifosfonatos poderia ajudar na prevenção do cancro do endométrio, tendo para tal contado com a participação de 29.254 mulheres. 
 
O estudo incluiu apenas mulheres que tomavam bifosfonatos que continham nitrogénio, uma vez que estes têm uma atividade anticancerígena mais forte. Após terem tido em conta fatores como a idade, raça, antecedentes de utilização de terapia hormonal, tabagismo e Índice Massa corporal (IMC), os investigadores constataram que o risco de desenvolvimento de cancro do endométrio nas mulheres que tomavam bifosfonatos estava reduzido para metade.
 
Apesar de estudos anteriores já terem demonstrado que os bifosfonatos poderiam reduzir o risco de determinados cancros, esta foi a primeira vez que se observou que o risco de desenvolvimento de cancro do endométrio também pode ser reduzido.
 
“Este estudo sugere que as mulheres que necessitam de medicação para fortalecer os ossos e que também apresentam um risco aumentado de cancro do endométrio poderão optar por bifosfonatos com estrogénios, pois estes podem reduzir o risco deste tipo de cancro”, conclui uma das autoras do estudo, Sharon Hensley Alford.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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