Cancro do cólon: novas moléculas conseguem impedir a sua metastização

Estudo publicado no “Journal of Medicinal Chemistry”

19 fevereiro 2013
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Um consórcio de investigadores Bascos desenvolveu moléculas sintéticas capazes de impedir o desenvolvimento do cancro do cólon e a sua metastização para o fígado, dá conta um estudo publicado no “Journal of Medicinal Chemistry”.
 

Este avanço, que pode ajudar no desenvolvimento de novos tratamentos para este tipo de patologias, foi conseguido através do desenvolvimento de moléculas capazes de interferir com a adesão das células tumorais às outras células do organismo. Desta forma, estas moléculas conseguem impedir tanto o crescimento tumoral como a sua disseminação para outros órgãos e subsequente proliferação.
 

O cancro é a segunda maior causa de morte e sua incidência aumenta com a idade. Graças ao progresso alcançado na deteção precoce e controlo dos tumores, a taxa de sobrevivência tem aumentado continuamente.
 

Atualmente, 90% das mortes por cancro são causadas pelo reaparecimento do tumor original em diferentes zonas do corpo, um processo conhecido como metastização. Este processo ocorre quando uma célula de cancro do tumor original migra para outro órgão, gerando um novo tumor.
 

Apesar do cancro do cólon não ser um dos cancros com maior taxa de mortalidade, muitas vezes desenvolvem-se metástases no fígado. Na verdade, este é o órgão onde aparecem mais frequentemente metástases de outras zonas do organismo. Os investigadores explicam que isto ocorre porque o fígado funciona como filtro do sangue e linfa e consequentemente as células cancerígenas presentes nestes fluidos podem ser aprisionadas. O perigo associado à movimentação das células cancerígenas é o que leva os investigadores a estudar novas terapias para controlar o processo de metastização.
 

Para este estudo os investigadores basearam-se num trabalho anterior levado a cabo por um grupo de investigadores da Universidad del País Vasco, que tinha identificado moléculas com capacidade de reduzir as metástases no melanoma em ratinhos. Este estudo abriu assim novas possibilidades para o desenvolvimento de novas moléculas com capacidade de atuar noutros tipos de cancro.
 

Neste estudo os investigadores começaram por desenhar inibidores da adesão celular envolvidos nas metástases do melanoma. Posteriormente sintetizaram estas moléculas e testaram a sua eficácia e atividade biológica.
 

Através da realização de cálculos, os investigadores foram capazes de prever que, com a introdução de pequenas alterações, era possível produzir novas moléculas capazes de inibir a adesão celular envolvida em diferentes tipos de cancro. “Esta hipótese que foi confirmada através de resultados laboratoriais, sugere que esta técnica, que envolve o desenho e síntese de moléculas, pode ser aplicado a outros alvos terapêuticos”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Fernando Cossío.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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