Cancro do cólon: efeito protetor da aspirina depende de um gene

Estudo publicado no “JAMA”

01 julho 2013
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Estudo publicado no “JAMA”A toma diária de aspirina ajuda a diminuir o risco de desenvolvimento de cancro do cólon. Contudo, um novo estudo publicado no “JAMA” refere que a redução do risco é afetada pela mutação de um gene, o BRAF.

 

O cancro do cólon é a principal causa de morte, em todo o mundo, associado a doenças oncológicas . Em 2008, foram diagnosticados 1,23 milhões de novos casos de cancro colorretal tendo mais de 608.000 pessoas morrido nesse ano devido a esta doença.

 

Neste estudo os investigadores do Dana-Farber Cancer Institute, nos EUA, analisaram os dados de dois estudos que incluíram mais de 127.000 indivíduos. Foi constatado que os pacientes que apresentavam um menor risco de desenvolvimento de cancro do cólon tinham o gene BRAF funcional. A toma regular de aspirina reduzia, para os indivíduos que não tinha o gene afetado, em 27% o desenvolvimento deste tipo de cancro.
 

Contudo, os investigadores, liderados por Reiko Nishihara, constataram que a toma deste fármaco não beneficiava os pacientes que tinham o gene BRAF mutado. Estes resultados sugerem que as células tumorais do cólon e a mutação no gene BRAF tornam as células menos sensíveis aos efeitos benéficos da aspirina.
 

Os investigadores referiram que os resultados também sugerem que o efeito protetor da aspirina é influenciado pelo gene BRAF nos estádios iniciais do desenvolvimento do tumor, mas não em fases mais avançadas da doença.
 

“A identificação dos subtipos de cancro que são impedidos pela toma de aspirina é importante por várias razões. Primeiro, porque aumenta o conhecimento da patogénese molecular da neoplasia colorretal e os mecanismos através dos quais a aspirina exerce os seus feitos. Em segundo lugar, o desenvolvimento de marcadores para subtipos específicos de cancro colorretal pode conduzir ao desenvolvimento de estratégias de rastreio e quimiopreventivas mais adaptadas”, revelaram, em comunicado de imprensa, os autores do estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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