Cancro do cólon é mais fatal nas mulheres com grande perímetro abdominal

Estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention”

10 dezembro 2010
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As mulheres mais idosas com grande perímetro abdominal correm um maior risco de morrer de cancro do cólon após o diagnóstico do que as que apresentam cinturas menores. No entanto, a mortalidade para todas as causas também aumentou nas mulheres com cancro do cólon que são extremamente magras ou obesas, de acordo com um estudo publicado na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention”.

 

Estudos anteriores já tinham demonstrado que as pessoas com o acumulação de gordura abdominal são mais propensas a desenvolver cancro do cólon e que este risco também subia à medida que aumentava o índice de massa corporal (IMC).

 

Até agora, contudo, pouco se sabia sobre como o peso de uma pessoa antes do diagnóstico da doença influenciava a sobrevivência e se a circunferência da cintura seria um melhor indicador de risco de mortalidade do que o IMC. Para avaliar esta relação, a equipa, liderada por Anna E. Prizment, da University of Minnesota em Minneapolis, analisaram dados de 1.096 mulheres pós-menopáusicas que desenvolveram cancro do cólon durante um estudo sobre os factores de risco de cancro em mais de 40 mil idosos (Iowa Women's Health Study).

 

A equipa acompanhou as participantes desde o início do estudo, em 1986, e até 2005, período no qual 493 participantes morreram (289 de cancro do cólon). Foi verificado que as mulheres com cancro do cólon e um IMC igual ou superior a 30, antes do diagnóstico, tiveram 45% mais probabilidades de morrer de qualquer causa durante o período de acompanhamento do que aquelas que apresentavam um peso normal (IMC entre 18,5 e 24,9).

 

As mulheres com muito baixo peso (11 com IMC abaixo de 18,5) tinham um risco duas vezes superior de morrer por qualquer causa, em comparação com as participantes de peso normal.

 

Um terço das pessoas que são diagnosticadas com cancro do cólon morre da doença nas duas décadas subsequentes, de acordo com uma estimativa que também indica que uma relação elevada entre cintura-quadril aumenta para 45% o risco de uma mulher com a doença morrer da doença nos 20 anos posteriores ao diagnóstico.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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