Cancro do colo do útero: nova arma para o combater

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

07 junho 2013
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Investigadores do Reino Unido descobriram um meio de destruir uma proteína chave associada ao desenvolvimento do cancro do colo do útero e de outros cancros, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS ONE”.
 

A proteína E7, produzida no início do ciclo de vida do vírus do papiloma humano (VPH), bloqueia as defesas naturais do organismo contra a divisão descontrolada das células que conduzem ao cancro.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, sintetizaram uma molécula, conhecida por aptâmero de ARN, que se associa à proteína carcinogénica e conduz à sua destruição, reduzindo significativamente a sua presença nas células do cancro do colo do útero.
 

O estudo refere que existem vários tipos de VPH, sendo alguns transmitidos pelo contato sexual e associados não apenas ao cancro do colo do útero como ao da cabeça e pescoço. Apesar de se ter assistido a um aumento na proporção de mulheres vacinadas contra este vírus, a maioria das mulheres com 20 ou mais anos de idade não estão vacinadas e talvez muitas sejam VPH positivas.
 

“Desta forma é necessário manter o rastreio e desenvolver novas estratégias terapêuticas. Atualmente, o cancro do colo do útero ou o da cabeça e pescoço, ambos associados ao VPH, não têm muitas opções terapêuticas para além da cirurgia. Caso seja possível utilizar este aptâmero para atingir a proteína carcinogénica, no futuro poderia haver uma menor necessidade de adotar este tipo de cirurgias radicais”, revelou, em comunicado de imprensa, a líder do estudo, Nicola Stonehouse.
 

Os investigadores revelaram que os aptâmeros são uma ferramenta de biologia molecular relativamente nova, a qual tem sido alvo de intensa pesquisa. Tal como os outros anticorpos já bem conhecidos, os aptâmeros são capazes de identificar e atingir outras moléculas, bem como bactérias e vírus. Contudo, contrariamente aos anticorpos tradicionais, estes podem ser desenhados artificialmente em laboratório e inseridos em células vivas.  
 

“Não estávamos à espera de desenvolver uma terapia. Queríamos criar melhores formas de tratar as infeções virais uma vez que as ferramentas atualmente disponíveis são muito limitadas. Contudo, constatamos que os aptâmeros eram capazes de degradar a proteína E7”, referiu Nicola Stonehouse.
 

No futuro, o novo aptâmero pode ser utilizado para ajudar a impedir o material cancerígeno residual a se restabelecer após a cirurgia e, portanto, permitir abordagens menos agressivas que a cirurgia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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