Cancro do colo do útero não é diagnosticado nos países pobres

Segundo relatório da OMS

14 outubro 2001
  |  Partilhar:

O cancro no colo do útero não é diagnosticado em países em desenvolvimento devido à ineficácia ou inexistência de exames para o seu diagnóstico nas mulheres. Esta informação foi dada na passada quinta-feira pela Organização Mundial de Saúde (OMS) num comunicado de imprensa.
 

 

Num relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), três investigadores indianos afirmam que é urgente aumentar a capacidade de execução de exames de despiste de lesões pré-cancerosas do colo uterino nas mulheres sexualmente activas em muitos dos países africanos, asiáticos e sul-americanos. Obviamente, este despiste é da maior importância para a detecção e o tratamento deste tipo de cancro.
 

 

Neste relatório da Organização das Nações Unidas, os investigadores destacam que "... os riscos da doença e de morte causados por este tipo de lesões têm permanecido descontrolados nos países em vias de desenvolvimento devido, por um lado, à falta de programas de exames de triagem e, por outro, devido à ineficácia dos exames que se executam actualmente.»
 

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o cancro do colo do útero é a segunda doença mais comum entre as mulheres da América Central e do Sul, da África Sub-Saariana e do Sudeste e Sul da Ásia. Só a Índia concentra um quinto do total de casos desse tipo de cancro.
 

 

Estima-se que, no ano passado, surgiram 466 mil novos casos de cancro do colo do útero em todo o mundo. Só em países em desenvolvimento, os casos novos chegaram aos 370 mil. O cancro do colo do útero mata 231 mil mulheres por ano. Destas, quatro em cada cinco mulheres vive em países subdesenvolvidos.
 

 

De acordo com este relatório, nos países industrializados, onde as mulheres se submetem ao exame de despiste de cancro do colo do útero (vulgarmente conhecido como Papanicolau) uma vez em cada dois ou em cada cinco anos, o número de mortes resultantes desta doença diminuiu muito nos últimos 50 anos.
 

 

No relatório da Organização Mundial de Saúde, os cientistas admitem que a limitação das fatias orçamentais para a saúde nas regiões mais pobres do planeta evitam programas sistemáticos, por vezes desnecessários.
 

 

Segundo este relatório: "... seria mais realista e eficaz examinar as mulheres quando atingem a idade de risco elevado (entre 30 e 50 anos) apenas uma ou duas vezes com um exame de boa qualidade e utilizar um teste de alta sensibilidade, fazendo uma extensa cobertura (superior a 80 por cento) das vítimas desta doença."
 

 

Joaquina Pereira
 

MNI – Médicos Na Internet

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.