Cancro do Colo do Útero: Faltam estudos que atestem eficácia da vacina a longo prazo

Declarações do médico Vítor Rodrigues

14 fevereiro 2007
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Um especialista em rastreio de Doenças Oncológicas recomendou prudência na utilização da vacina contra o Cancro do Colo do Útero, já que faltam estudos sobre se a sua eficácia é superior a 10 anos.
 

 

"Este tipo de situações tem de ser equacionado com cuidado. É uma vacina que joga com doenças crónicas, com grande tempo de latência, que eventualmente só a longo prazo irão aparecer", disse aos jornalistas Vítor Rodrigues, responsável pelos rastreios da Liga Portuguesa contra o Cancro.
 

"Vai ter de ser estudada durante mais tempo para ver a sua eficácia, a sua utilidade a médio e longo prazo.
 

 

Sabemos que é eficaz alguns anos, menos de uma década de vida. Necessita de mais estudos e não pode ser considerada, neste momento, uma vacina que vai responder a todo o tipo de problemas", afirmou Vítor Rodrigues.
 

 

O especialista considerou que se corre o risco de existir uma "corrida "à vacina, a população pensar que se pode prevenir o cancro "sem ligar aos tais aspectos de eficácia, sem cuidar de determinado tipo de condições, sem olhar ao aspecto económico".
 

 

"Não sei se não se vai criar aqui algum tipo de nevoeiro. Mulheres de 30 e 40 anos poderão querer tomar a vacina, sabendo-se que provavelmente a eficácia não será tão grande e originar alguma forma de descrédito na própria vacina, o que é mau. São tudo aspectos que têm de ser analisados".
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI- Médicos Na Internet

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