Cancro do cérebro: identificado gene envolvido

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

17 junho 2015
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Uma equipa internacional de investigadores identificou um gene que está envolvido numa das formas agressivas do cancro do cérebro, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
 

Os investigadores do The Institute of Cancer Research, no Reino Unido, em colaboração com laboratórios de França e do Canadá constataram que a ocorrência de mutações num gene denominado por TCF12, que desempenha um papel importante na formação do cérebro embrionário, está associada a uma forma mais agressiva da doença conhecida por oligodendroglioma anaplásico.
 

Os oligodendrogliomas são cancros de crescimento rápido, responsáveis por cerca de cinco a 10% de todos os cancros cerebrais e do sistema nervoso central, e tipicamente apresentam um prognóstico baixo.
 

O estudo financiado pelo Investissements d'Avenir and Génome Québec, no Canadá, comparou a sequência genética de 134 destes tumores cerebrais com o ADN de células saudáveis. Foram identificadas mutações no gene TCF12 em 7,5% dos oligodendrogliomas anaplásicos. Verificou-se que este subtipo de cancro crescia mais rapidamente e parecia mais agressivo, comparativamente com aqueles em que o gene estava intacto.
 

O gene TCF12 codifica uma proteína que se liga ao ADN e controla a atividade de outros genes. Os investigadores constataram que as mutações no gene TCF12 tornavam a proteína menos capaz de se ligar ao ADN, conduzindo a uma redução de atividade de outros genes chave. Um destes genes, o CHD1, já tinha sido previamente associado à disseminação do cancro.
 

Um conhecimento mais aprofundado dos defeitos genéticos que causam os oligodendrogliomas anaplásicos irá permitir que os investigadores e os médicos desenvolvam terapias novas e personalizadas que tenham por alvo as mutações que conduzem a doença.
 

“O nosso estudo identificou muitos dos defeitos genéticos que causam esta forma rara, mas altamente agressiva de cancro do cérebro, incluindo a identificação de uma mutação genética que ocorre nas formas de crescimento particularmente rápido”, revelou, em comunicado de imprensa, Richard Houlston.
 

"Oligodendrogliomas anaplásicos são difíceis de remover por cirurgia e não respondem bem a outras formas de tratamento. Esperamos que esta nova informação possa ser utilizada para descobrir novas terapias direcionadas, oferecendo aos pacientes uma maior possibilidade de sobrevivência”, conclui o investigador.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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