Cancro do cérebro: células do tecido adiposo poderão ajudar no tratamento

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

15 março 2013
  |  Partilhar:

Investigadores americanos descobriram que as células estaminais do tecido adiposo dos pacientes com glioblastoma podem ser uma forma de tratamento eficaz após a cirurgia de remoção deste tumor cerebral, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS ONE”.
 

De acordo com os investigadores da Johns Hopkins University School of Medicine, nos EUA, estas células estaminais mesenquimais têm uma capacidade inexplicável de detetar células danificadas, incluindo aquelas envolvidas nos casos de cancro. Desta forma, estas células poderão funcionar como uma nova ferramenta para acedera regiões do cérebro onde as células cancerígenas se podem esconder e proliferar.
 

“O grande desafio do cancro do cérebro é a migração das células cancerígenas. Mesmo quando o tumor é removido, algumas células conseguem escapar causando danos noutros locais”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Alfredo Quinones-Hinojosa.
 

Neste estudo, os investigadores utilizaram células estaminais mesenquimais do tecido adiposo e da medula óssea, tendo também isolado e cultivado células estaminais do tecido adiposo de dois pacientes. Ao comparar as três linhas celulares, os autores do estudo verificaram que todas proliferaram, migraram e sobreviveram de uma forma equivalente.
 

De acordo com Alfredo Quinones-Hinojosa, estes resultados sugerem que as células do tecido adiposo do próprio paciente são, tal como as outras, uma boa fonte de células estaminais mesenquimais viáveis.
 

Uma vez que estas células têm a capacidade de detetar as células cancerígenas, as mesmas podem funcionar como um mecanismo de transporte de novos tratamentos, incluindo fármacos ou nanopartículas, diretamente para as células cancerígenas.
 

Caso estes resultados sejam comprovados em estudos futuros, poderá um dia ser possível retirar o tecido adiposo dos pacientes com tumores cerebrais, pouco antes da cirurgia. Posteriormente, as células poderão ser modificadas de forma a transportar os fármacos. Após a remoção do tumor cerebral, o cirurgião poderá colocar no paciente as células estaminais mesenquimais alteradas, o que conduzirá à destruição das células cancerígenas.
 

Para Alfredo Quinones-Hinojosa estas células estaminais mesenquimais alteradas poderão funcionar como dispositivos inteligentes que localizam as células cancerígenas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.