Cancro: desenvolvido novo tratamento

Estudo publicado no “Journal of the American Chemical Society”

15 dezembro 2016
  |  Partilhar:
Investigadores da Coreia do Sul desenvolveram um novo tratamento contra o cancro que utiliza luzes vermelhas para atingir e matar as células cancerígenas, dá conta um estudo publicado no “Journal of the American Chemical Society”.
 
O estudo, levado a cabo pelos investigadores do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia, de Ulsan, na Coreia do Sul, focou-se nos complexos de Iridium (III) como agentes novos e promissores para a terapia fotodinâmica, um tratamento que elimina seletivamente as células cancerígenas sem prejudicar o tecido circundante saudável.
 
Esta terapia também fornece uma análise cuidadosa do processo de produção de espécies reativas de oxigénio, bem como dos efeitos terapêuticos de comprimentos de onda específicos de diferentes cores de luz nas células cancerosas. Este tipo de tratamento faz com que os materiais à base de Iridium (III) ataquem as células cancerígenas mais eficazmente e, eventualmente, levam à morte celular destas.
 
A terapia fotodinâmica utiliza fármacos especiais, denominados fotossensibilizadores, conjuntamente com luz visível inofensiva para matar células cancerígenas. Após serem ativados pela luz, um fotossensibilizador produz uma forma de oxigénio que mata as células cancerígenas. 
 
No estudo, os investigadores, liderados por Tae-Hyuk Kwon, desenvolveram vários fotossensibilizadores para a terapia fotodinâmica. Observou-se que aqueles que absorviam luz vermelha com comprimentos de onda mais longos aceleravam significativamente a produção de espécies reativas de oxigénio, comparativamente com aqueles que absorviam luz azul e verde de comprimentos de onda mais curtos.
 
De acordo com Jung Seung Nam, o primeiro autor do estudo, estes novos complexos não só aumentam a produção de espécies reativas de oxigénio, como também matam eficazmente as células cancerígenas. Através da utilização de luz infravermelha que penetra profundamente no corpo humano é agora possível matar tumores profundos sem danificar os tecidos saudáveis.
 
De forma a tentar compreender melhor o mecanismo exato da morte celular apoptótica, os investigadores caracterizaram os modos de ação dos complexos Iridium (III), tanto ao nível da reticulação como oxidação de proteínas, através da utilização de uma técnica conhecida por a espetrometria de massa.
 
O estudo apurou que em células vivas, o dano foi predominantemente encontrado em proteínas presentes perto do retículo endoplasmático e nas mitocôndrias com uma associação significativa às vias de morte celular. Desta forma, os complexos Iridium (III) funcionaram eficazmente como agentes fotossensibilizadores nas células cancerígenas.
 
Os cientistas esperam que no futuro estes agentes possam ser utilizados no tratamento de vários tipos de cancro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar