Cancro: desenvolvido dosímetro mais eficaz

Estudo da Universidade de Aveiro

23 junho 2014
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Investigadores da Universidade de Aveiro (UA) desenvolveram um dosímetro capaz de tornar mais eficazes os tratamentos de radioterapia contra o cancro.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que este novo dosímetro permite os médicos aplicarem o tratamento radioterapêutico de forma mais eficaz nas células malignas. Este sistema é capaz de preservar os tecidos saudáveis, uma vez que fornece, em tempo real, informação sobre a dose de radiação que está realmente a ser aplicada.
 

O sistema, desenvolvido no Departamento de Física (FIS) da UA, utiliza sondas radiossensíveis com um diâmetro inferior a um milímetro que, implantadas junto ao tumor, ou mesmo no respetivo interior, permitem quantificar a dose de radiação absorvida.
 

Através de um recetor eletrónico externo, que lê os sinais emitidos pelas sondas, os técnicos radioterapêuticos poderão ter controlo absoluto sobre a distribuição e a quantidade da dose administrada nas regiões a tratar.
 

A radioterapia é habitualmente utilizada no tratamento de alguns cancros como é o caso do da próstata, do colo do útero, de melanomas ou da degenerescência da mácula ocular.
 

O coordenador da equipa de investigação, João Veloso, revelou à agência Lusa que que nestes casos oncológicos, "o papel do dosímetro reveste-se de uma importância particular porque permite-nos obter uma medida direta da dose e controlar o modo como essa deverá ser distribuída".
 

"Na modalidade de braquiterapia [radioterapia], para a qual otimizámos o nosso dosímetro, os procedimentos clínicos atuais não incluem ainda dosimetria, uma vez que é necessário um aparelho com características particulares", referiu o investigador.
 

De forma a colmatar esta lacuna, o dosímetro desenvolvido por João Veloso, Filipe Castro e Luís Moutinho, "preenche os requisitos necessários para essa função dosimétrica, apresentando grande flexibilidade e dimensões reduzidas, leitura em tempo real, equivalência aos tecidos [absorve radiação da mesma forma que os tecidos moles], independência da dose, da energia e da temperatura, bem como a elevada sensibilidade que é imprescindível nessa modalidade de tratamento".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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