Cancro: desenvolvida técnica de deteção precoce

Estudo publicado na revista “Nature Medicine”

10 dezembro 2013
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Um investigador português desenvolveu uma técnica que “provou conseguir detetar mais cedo e com maior precisão” o cancro, dá conta um artigo publicado na revista “Nature Medicine”.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que o estudo teve por base uma das características fundamentais de qualquer cancro, ou seja, a multiplicação descontrolada das células anormais que o constituem.
 

“Este crescimento anormalmente rápido implica que a maioria dos tumores utiliza muito mais glicose (a principal fonte de energia do corpo) que os tecidos normais”, explicou fonte da Universidade que está a divulgar a descoberta.
 

Com base nesta característica, Tiago Rodrigues, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveu uma técnica de ressonância magnética que permite "ver em detalhe as moléculas que as células cancerígenas utilizam para produzir a energia e seguir assim os tumores em movimento”.
 

“A nova abordagem já provou conseguir detetar mais cedo e com maior precisão, não só novos tumores mas também a eficácia de uma determinada terapia”.
 

De acordo com o investigador, “se se comprovar que a técnica é segura e eficaz em pacientes oncológicos, esta pode tornar-se uma ferramenta crucial para detetar mais cedo, não só a doença, mas também a resposta ao tratamento, poupando o doente e oferecendo assim, numa fase precoce, a possibilidade de mudança de estratégia terapêutica e diminuição da carga psicológica e física dos doentes expostos a este tipo de tratamentos (quimioterapia)”.
 

“Também no plano económico”, prosseguiu, “esta técnica poderá oferecer benefícios, pela redução de custos em tratamentos ineficazes”.
 

A abordagem desenvolvida por esta equipa permite obter “imagens hipersensíveis (e não radioativas) do consumo de glicose e do seu metabolismo em tumores”. “Este novo tipo de imagens já demonstrou ser capaz de detetar, numa fase extremamente precoce do tratamento, os efeitos de quimioterapia em ratinhos com linfoma. A ideia é que células cancerígenas danificadas (por ação do tratamento) não transformam a glicose noutros produtos de forma tão eficiente.”
 

De acordo com Tiago Rodrigues, trata-se de uma técnica “relativamente simples e que atua muito rapidamente. A glicose circula pelo corpo em poucos segundos, pelo que podemos obter imagens do seu metabolismo muito pouco tempo depois da sua injeção”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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