Cancro: de incurável a doença crónica

10.ª edição dos Encontros da Primavera de Oncologia

26 março 2014
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O cancro está a deixar de ser uma “doença incurável” para se tornar numa doença crónica, com tratamento ou até cura, graças às inovações científicas mais recentes, defende médico especialista em Oncologia, Sérgio Barroso.
 

“Um dos nossos desafios principais é conseguir transformar o cancro numa doença crónica. Já o conseguimos fazer em muitas situações” e, noutros casos, “também conseguimos curá-lo verdadeiramente, através de técnicas de cirurgia ou de radioterapia ou de medicamentos”, disse à agência Lusa o diretor do Serviço de Oncologia do Hospital do Espírito Santo, em Évora.
 

“Infelizmente, há ainda uma parte” dos casos de cancro que não se consegue curar. Mas as inovações científicas que “a cada ano” têm surgido, disse, são “contributos que, no seu conjunto, se têm traduzido por aumentos significativos da sobrevivência dos doentes” e da sua “qualidade de vida”.
 

Assim, o cancro não deve continuar a ser encarado, de forma geral, “como uma doença incurável, sem tratamento ou invariavelmente mortal”. “Devemos considerá-la como uma doença que, na maior parte dos casos, já tem tratamento” e em que é possível “aumentar a esperança de vida dos doentes e a sua qualidade de vida”, afiançou.
 

Os avanços científicos mais recentes nesta área, responsáveis pela mudança de paradigma em relação ao cancro, vão estar em debate na 10.ª edição dos Encontros da Primavera de Oncologia, em Évora.
 

O evento, organizado pelo Serviço de Oncologia do HESE, vai decorrer a partir de quinta-feira e até sábado, devendo juntar perto de mil profissionais de Saúde.
 

Esta reunião tem como objetivo fazer “uma atualização dos últimos conhecimentos e avanços científicos”, o que ajuda os profissionais de oncologia a ficarem “mais bem apetrechados para lidar com as situações diferentes e difíceis que todos os dias surgem”.
 

A mudança de paradigma do cancro não significa, contudo, “que já esteja tudo feito”, advertiu o especialista, realçando que é necessário que sejam desenvolvidos “mais medicamentos e estratégias cirúrgicas, de radioterapia e de diagnóstico”.
 

Uma atitude proactiva do doente e o diagnóstico precoce são também cruciais, segundo o organizador do encontro, que alertou para a importância de os vários tipos de cancro serem “detetados em fases iniciais”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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