Cancro de Cabeça e Pescoço: semana europeia sensibiliza para a doença

Iniciativa do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço

17 setembro 2015
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O Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço vai realizar ações junto de médicos, doentes e restante população com o objetivo de sensibilizar para uma doença que é possível de ser curada se for diagnosticada numa fase inicial.
 
Em declarações à agência Lusa, a presidente do Grupo de Estudos de Cancro de Cabeça e Pescoço, Ana Castro, chamou à atenção para a importância de sensibilizar a população para os sinais e sintomas desta doença, que, se for tratada em fase precoce, pode ter uma taxa de sobrevivência entre os 80 e os 90%. 
 
“O nosso problema é que anualmente temos cerca de três mil novos casos diagnosticados, mas a grande maioria deles em estadios muito avançados, isto leva a que tenhamos muito menos gente a sobreviver e a sobreviver com uma qualidade de vida pior devido à necessidade dos tratamentos que têm que fazer”, disse Ana Castro.
 
Esta situação deve-se, muitas vezes, “ao pouco conhecimento” da população em geral sobre o cancro de cabeça e pescoço, mas também dos profissionais de saúde “que não estão tão alerta para esta doença, porque não é tão falada”.
 
“O cancro da mama, toda a gente conhece, assim como o do cólon e da próstata, mas o da cabeça e pescoço algumas pessoas não sabem bem onde se localizam, acham que são tumores do cérebro”, acrescentou.
 
Este ano, a iniciativa apostou na formação dos médicos de medicina geral e familiar com “uma sessão que ajuda a identificar lesões precoces para um diagnóstico precoce”. 
 
“São a primeira porta do doente, mas não têm uma formação específica nesta área. O nosso papel é ajudá-los nessa área para serem mais eficientes no diagnóstico que fazem” e para isso é preciso “ter mais armas, mais confiança e mais informação”, disse Ana Castro.
 
Feridas, aftas, nódulos do pescoço, uma dor de garganta ou ouvido que se prolonga, o nariz entupido só de um dos lados por mais de três semanas e rouquidão persistente são sintomas que devem ser analisados pelo médico. 
 
Ana Castro adiantou que esta doença está muito associada ao consumo de tabaco e de álcool, mas começam a observar-se mais casos em pessoas com menos de 40 anos e que não têm nenhum destes fatores de risco.
 
Na origem destes casos pode estar o papiloma vírus humano (HPV). “Pela primeira vez, começa a falar-se na associação deste vírus com os carcinomas da cavidade oral e da orofaringe”, sublinhou.
 
A Semana Europeia, que tem o apoio da Sociedade Europeia de Cabeça e Pescoço, vai apostar nas redes sociais com a finalidade de “Unir Vozes” por estes doentes, de forma a capacitá-los e mostrar que “não estão a sofrer sozinhos”. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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