Cancro da próstata: novo tratamento mostra-se promissor

Estudo publicado no “The Lancet Oncology”

19 abril 2012
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Um novo tratamento experimental para o cancro da próstata localizado, que utiliza ultra-sons focalizados de alta intensidade (HIFU), parece ser mais eficaz e causar menos efeitos secundários do que os tratamentos convencionais, dá conta ume estudo publicado no “The Lancet Oncology”.

 

Os tratamentos convencionais para o tratamento do cancro da próstata, como a cirurgia ou radioterapia, podem causar vários efeitos colaterais que afetam o dia-a-dia, o emprego e os relacionamentos dos pacientes. Isto ocorre porque estes tratamentos têm por alvo toda a próstata  e colocam em risco as células nervosas do pénis, os músculos que controlam o fluxo de urina e do revestimento do reto. Os danos ocorridos nestas células nervosas conduzem à incontinência e à dificuldade de ereção.

 

Assim, há a necessidade de encontrar alternativas de tratamento que removam eficazmente o tecido tumoral, sem danificar as células nervosas circundantes.

 

Para este estudo de fase 1 os investigadores da University College London, no Reino Unido, contaram com a participação de 42 indivíduos, com 45 a 80 anos de idade, que apresentavam um risco de cancro da próstata localizado de baixo a elevado e que ainda não tinham sido submetidos nenhum tipo de tratamento.

 

Os pacientes foram submetidos ao HIFU que utiliza ultra-sons de precisão de milimétrica, os quais aquecem o tecido alvo até aos 80 a 90C, matando instantaneamente as células tumorais.

 

Os investigadores verificaram que 12 meses após o tratamento, nenhum dos pacientes tinha incontinência, só um em 10 sofria de problemas de ereção e na maioria dos casos (95%) o cancro tinha sido tratado com sucesso.

 

“Estes resultados são muito encorajadores”, revelou em comunicado de imprensa, o principal autor do estudo, Hashim Uddin Ahmed. Os investigadores estão assim "otimistas" que num futuro, não muito longínquo, os homens diagnosticados com cancro da próstata localizado possam ser submetidos a este novo tipo de tratamento, o qual pode ser repetido, com segurança, uma ou duas vezes, com pouco efeitos colaterais”. “Este tratamento pode significar uma melhoria significativa na qualidade de vida dos pacientes”, acrescentou o investigador.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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